terça-feira, 7 de maio de 2013

MATÉRIA MÉDICA HOMEOPÁTICA


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SEGUNDA PARTE DO CURSO DE HOMEOPATIA

MATÉRIA MÉDICA HOMEOPÁTICA




Para conhecer a homeopatia é fundamental o conhecimento da matéria médica. E esta é extraordinariamente vasta, mais de um milhar de medicamentos, todos com as suas características, sintomas e modalidades.
Se pretendermos dominar toda a patogenesia de um medicamento com os seus sintomas característicos, importantes e secundários, estaremos votados ao insucesso. Iniciado o estudo de outro, logo a nossa memória desperdiçará parte do adquirido. E a este teriam de seguir-se fatalmente dezenas, se não centenas.
      
John Henry Clarke foi um homeopata de prestígio, autor de uma Matéria Médica em três volumes, a que já nos referimos na primeira parte deste livro. Referia que o conhecimento da sintomatologia de 13 medicamentos seleccionados, habilitaria o prático a tratar com sucesso a maioria dos casos que encontrasse. Esses medicamentos devem no seu entender ser estudados na seguinte ordem:
1 – Sulfur;
2 – Calcarea Carbonica;
3 – Lycopodium;
4 – Arsenicum Album;
5 – Thuya;
6 – Aconitum;
7 – Nux Vomica;
8 – Pulsatilla;
9 – Silicea;
10 – Hepar Sulfur;
11 – China;
12 – Belladonna;
13 – Bryonia.

O estudante de homeopatia tem de começar por algum lado, tem de se arriscar num imenso oceano de sintomas repartidos por inúmeras patogenesias. Por outro lado, a matéria médica tem de ser estudada de modo a que não se assemelhe com uma natureza morta, que da sua leitura resulte o florescimento de um determinado indivíduo de características típicas. É fundamental que na mente de cada um, o medicamento “viva” da forma mais exacta que se possa conceber.
São tantas as dificuldades, para o iniciado, nesta arte e ciência da cura, que optámos por adicionar aos 13 medicamentos de Clarke, 37 outros, entre os quais, a título meramente exemplificativo, alguns dos denominados pequenos medicamentos. Os sintomas expressos, são os característicos e mais importantes, de molde a facilitar o estudo.
O conhecimento destes 50 medicamentos e dos seus principais sintomas, possibilitará o tratamento da maior parte dos padecimentos com que nos confrontamos quotidianamente, mas não dispensa de maneira nenhuma, quer a utilização do repertório, como o de Kent ou de Ariovaldo Ribeiro Filho, quer a das matérias médicas, como a de Clark.
Atente-se que a Matéria Médica Sintética que se segue, estrutura-se essencialmente, por estudo comparativo, na de William Boericke, no Dictionary of Practical Materia Médica de Clarke e muito especialmente nos Keynotes, de Henry Clay Allen e no Tratado de Matéria Médica Homeopática, de Leon Vannier e Jean Poirier, para além das restantes matérias médicas constantes da Bibliografia.

Para um estudo aprofundado destes medicamentos e de muitos outros, veja-se no nosso site pessoal »

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ACONITUM NAPELLUS



Aconitum é um medicamento indicado especialmente para casos agudos de aparecimento recente.
Patologias que surgem após exposição ao ar frio e seco, aos ventos do Norte ou de Oeste ou à suspensão da transpiração por violentos golpes de vento frio.

O doente de Aconitum é ansioso, inquieto, agitado e tem medo da morte. Há nele uma excitabilidade nervosa fora do comum, ficando sobressaltado por qualquer acontecimento mesmo que de pouca importância. A agitação ansiosa com medo da morte acompanha praticamente todos os sintomas.
A agitação é física e mental. O seu rosto é a expressão do medo que não tem fundamento plausível. A angústia é terrível, com intenso medo da morte; chega a predizer o dia e em certos casos a hora em que vai morrer. Medo da morte durante a gravidez.
Crises de angústia por volta da meia noite.
A vida transforma-se em algo insuportável por via dos seus medos e crê que a sua doença lhe será fatal. Qualquer padecimento por mais ligeiro que seja, é acompanhado por angústia e medo. Tem medo de sair de casa, medo da multidão, de atravessar a rua, de qualquer coisa que está por acontecer.
Agitado e ansioso, faz tudo apressadamente, mudando constantemente de posição.
Não suporta a música que o entristece.
Padece de insónia com uma inquietude que o obriga a mover-se constantemente no leito. Os sonhos provocam-lhe sobressaltos.
Quando se levanta, depois de estar deitado, o seu rosto que apresentava uma cor avermelhada, fica pálido. Pode acontecer que seja acometido de vertigens e caia, ficando inconsciente; fica então com medo de se levantar de novo.

As dores são agudas e intoleráveis, geralmente provocadas por golpe de ar frio. Mais intensas durante a noite, por vezes com um marcado entorpecimento. Deixam-no num estado desesperado e são acompanhadas de ansiedade, agitação física e mental, com medo da morte.
Nevralgias recentes por exposição ao frio seco, a uma corrente de ar. Nevralgia do trigémeo recente ou crónica, com crises induzidas pelo frio seco ou por bebidas geladas. Todas as outras nevralgias.

Febre que aparece de modo brutal em tempo frio. Quando tem febre, o paciente de Aconitum tem a pele seca, quente, ardente. A agitação é enorme, mexe-se sem cessar na cama, movimentos estes que agravam os calafrios, queixa-se, diz que está perdido, que vai morrer. A sua angústia agrava no fim da tarde e no momento de dormir. O rosto avermelhado fica branco quando se levanta. Sede insaciável por grandes quantidades de água fria.

Sente a cabeça quente, pesada. Tem vertigens quando se levanta, depois de estar deitado. As suas dores de cabeça frontais, supra-orbitárias, aumentam de intensidade à noite.
Por vezes, uma bochecha está avermelhada, enquanto que a outra está pálida.
Cefaleia frontal aguda, por vezes por insolação ou exposição a um calor intenso.
Nevralgia facial por frio.

Otite aguda, após golpe de ar frio. O ouvido torna-se sensível e não suporta ruídos.

A língua está inchada, coberta de um saburro branco ou esbranquiçado, com formigamentos na sua ponta, que também surgem nos lábios.
Tudo o que come tem gosto amargo, à excepção da água que deseja insaciavelmente.
Dores abdominais após golpe de frio seco.
Gastralgia aguda que surge após absorção de água gelada.
Diarreia esverdeada. As fezes parecem espinafres cortados.

Rinite aguda antes do corrimento nasal.
Tosse crupal repentina, seca, sufocante, que surge antes da meia-noite, após exposição a um vento frio e seco. Por vezes, dores intercostais, que são agravadas pela respiração e quando o paciente se deita sobre o lado doloroso.
Rouquidão por força da exposição ao frio seco.
Hemoptise de sangue vivo.

Todos os sinais cardiovasculares são acompanhados de ansiedade e agitação, agravando pelo frio, o vento frio, o gelo e à meia-noite. Palpitações bruscas, com dores na região do coração e ansiedade com medo da morte. Necessidade do doente ficar deitado com a cabeça elevada.
Hipertensão. Taquicardia induzida pela angústia ou pelo frio.
O pulso é cheio, tenso e rápido, apresentando em alguns casos alguma intermitência.

Fica ansioso antes de urinar.

As regras são abundantes e prolongadas. Estas findam subitamente por efeito de um susto, medo ou depois de a paciente ter apanhado frio seco.
Amenorreia das jovens.


AGRAVAÇÃO: ao fim da tarde e à noite as dores são insuportáveis; à noite; por volta da meia-noite; levantando-se da cama; após exposição ao vento frio e seco; estando deitado do lado doloroso; em um quarto quente; por medo súbito.

MELHORA: ao ar livre; repousando; depois de ter transpirado – nos casos agudos.




ACTEA RACEMOSA




É uma pessoa triste, com medos múltiplos: da morte, de perder o juízo, da gravidez, como consequência de um cérebro onde os pensamentos se sucedem em cascata, ininterrupta e incoerentemente.
Mania puerperal com loquacidade, desconfiança e irritabilidade.
Humor instável. Suspira e chora. É extremamente emotivo. Calafrios percorrem o seu corpo quando está muito nervoso.
Tem a sensação de que uma nuvem negra, pesada, envolve a sua cabeça, de maneira tal, que tudo é confuso e tenebroso.
Tem a ilusão de que um rato corre debaixo da sua cadeira.
Fala muito, loquacidade intensa, mas de modo confuso e incoerente.
Alternância de sintomas psíquicos com perturbações físicas: quando surge um padecimento físico, o estado ou equilíbrio mental melhora. Mania que aparece depois do desaparecimento de uma nevralgia.
Convulsões histéricas ou epilépticas causadas por doença uterina, que agravam durante as regras.

Dores que parecem descargas eléctricas em diferentes regiões do corpo, vivas e profundas, directamente relacionadas com problemas uterinos ou ováricos.

Dor de cabeça occipital que irradia ao vértice, agravando pelo movimento e na altura das regras e melhora deitado e no silêncio.
Dor de cabeça com sensação de que a cabeça vai estourar. Dores de cabeça nas regras. Enxaqueca menstrual.

Dores nos olhos que agravam pelo movimento e melhoram pela pressão.
Dores dos globos oculares com cefaleia.

Na menopausa, vazio da boca do estômago.

Problemas cardíacos como consequência directa de patologias uterinas ou ováricas. Palpitação que surge ao menor movimento. O coração pára bruscamente de bater. Sensação de asfixia.
Hipotensão.

Dismenorreia nervosa e reumatismal: estamos perante um dos medicamentos de maior utilidade neste domínio, o mesmo se dizendo no que toca à amenorreia.
Regras irregulares, extenuantes, em geral abundantes, com coágulos negros. As dores são directamente proporcionais à abundância. Podem ser retardadas ou suprimidas por efeito de emoções ou do frio e acompanhadas de mania e histeria.
Ovulação dolorosa e hemorrágica.
Quistos funcionais ovarianos. Endometriose.
Nevralgias ovarianas e uterinas. Ovário esquerdo muito dorido. Na região uterina, dor penetrante dum lado ao outro.

Na gravidez, insónia, dores de falso trabalho de parto, náuseas, aborto que ocorre pelo terceiro mês, habitual em mulheres reumáticas.
Facilita o parto se tomado com antecedência de um mês, desde que exista correspondência de sintomas.
Trabalho de parto doloroso, irregular, espasmódico.
Dores uterinas post-partum insuportáveis.

Dor inframamária do seio esquerdo. É sentida como cardíaca e com irradiação ao braço esquerdo.
Dores paravertebrais e vertebrais que acompanham as regras ou são por elas agravadas. As dores vertebrais impedem a paciente de se deitar sobre o dorso.
Dores reumatismais ao nível dos músculos do pescoço e das costas, agravando do lado esquerdo.
Mialgias, artralgias das pequenas articulações. Dores no tendão de Aquiles.
Dores agravadas pela humidade.
Dores musculares intensas após exercício violento.
Irritação da coluna vertebral. Sensibilidade ao toque das apófises espinhais das quatro primeiras vértebras dorsais, em especial cosendo, escrevendo no computador, tocando piano, ou qualquer posição similar, agravando durante as regras e por tempo húmido.


AGRAVAÇÃO: durante a menstruação, quanto mais abundantes as regras, mais sofre a paciente; pelo frio húmido; durante a noite.

MELHORA: pelo calor; ao comer; ao ar livre – cabeça.


 

 

ALUMINA




Está sempre triste. Geme e resmunga. Falar fatiga-o. A fraqueza faz com que se sente.
Humor variável. Depressão.
Não é capaz de realizar os projectos a que se propõe. Indeciso.
É lento no que respeita ao pensamento e à actividade, mas mesmo assim, quer fazer tudo apressadamente.
Por vezes diz coisas e tem a sensação de que é outra pessoa que o faz. Tem hesitações quanto à sua identidade.
Erros, omissões, obnubilação, confusão, alterações da memória.
Impressiona-se com extrema facilidade. Fobia das facas e sangue. Tem horror a ver sangue, bem como facas e outros objectos cortantes.
Impulsão suicida ou homicida quando vê ou imagina um objecto cortante.
O tempo parece passar muito lentamente. Uma hora parece meio-dia.
Tem um sono agitado.
Sonha, acordando sobressaltado, a falar e aos gritos.
Só consegue caminhar de olhos abertos e de dia. À noite ou com os olhos fechados começa a cambalear e cai.

Sensação na face e à volta dos olhos como se o rosto estivesse coberto de clara de ovo coagulada. Sensação de teia de aranha no rosto.

Vertigem quando fecha os olhos. Vertigem dos velhos.

Problemas de visão que fazem com que o paciente esteja sempre a esfregar os olhos.
Paresia das pálpebras superiores com agravação à esquerda. Ptose. As pálpebras estão espessas.

Falta de apetite.
Apetite anormal, desejos anormais por coisas indigestas, não comestíveis, tais como cal, carvão, madeira, giz, grãos de café, ácidos.
Aversão às batatas que o agravam, provocando flatulência, meteorismo, mau estar geral. Aversão à carne.
O esófago contrai-se sempre que o paciente engole. O paciente só consegue deglutir pequenos pedaços. Pouca saliva.
Eructações crónicas que agravam ao fim do dia.
Vómitos com tosse. Os alimentos irritantes provocam tosse: vinho, sal, vinagre, pimenta.
Prisão de ventre. O paciente não tem desejo de evacuar e o seu intestino parece estar paralisado, o que o obriga a esforços enormes. Inactividade rectal; mesmo as fezes moles exigem-lhe esforços imensos. Só vai à casa de banho quando existe uma acumulação considerável de fezes.
Prisão de ventre das crianças de mama alimentadas com alimentos artificiais. Prisão de ventre das grávidas por inactividade rectal. Dos velhos por recto inactivo.
Fezes secas e duras, pequenas, cobertas de muco. Fezes moles difíceis de expulsar, aderentes como argila molhada. Após defecar fica uma sensação de escoriação no ânus.

Asa do nariz inflamada.
Secura do nariz com crostas. O corrimento nasal é espesso e amarelado.
Rouquidão frequente.
Secura da faringe que obriga o paciente a tossir de manhã quando acorda e à noite, para tornar a voz mais clara e perceptível.
Tosse seca, contínua, que agrava de manhã e à noite, levando o doente a vomitar.

A urina demora bastante tempo a escoar-se. Assim como faz esforço para evacuar, também o faz para urinar. Deve fazer esforços similares aos da evacuação para urinar.
Diarreia quando urina.
Gonorreia crónica.
Incontinência urinária feminina quando tosse.

Impotência dos velhos. Emissão de esperma quando se esforça para defecar.

Depois das regras, atrasadas ou adiantadas, a paciente fica esgotada física e mentalmente.
Leucorreia aquosa, abundante, transparente, irritante. É tão abundante que escorre até aos tornozelos. Agrava de dia, depois das regras e melhora por lavagens com água fria.

Dores violentas nas costas como se um ferro quente fosse aplicado nas vértebras lombares.
Arrasta pesadamente as pernas.
Dor na planta dos pés ao caminhar com sensação de entorpecimento.
Sensação de peso nas extremidades inferiores que agrava à tarde. Caminha lentamente, com pequenos passos, de forma descoordenada e com tremores.

Pele muito seca que não transpira. Erupções secas de inverno.
Prurido pelo calor da cama.


AGRAVAÇÃO: pelo frio; no Inverno; no tempo seco; de manhã ao despertar; comendo batatas; depois de comer sopa; um dia em dois; periodicamente, na Lua nova e cheia; depois do acto sexual.

MELHORA: pelo calor; ao ar livre; pelos alimentos quentes; comendo; por lavagens frias – leucorreia –.




APIS MELLIFICA




O paciente Apis é uma pessoa triste, melancólica, chorosa. Choraminga sem saber porquê, sem qualquer causa aparente, apresenta-se abatido, desencorajado.
É irritável, ansioso e difícil de contentar. Os seus movimentos apresentam uma certa descoordenação: os objectos que segura nas mãos caem facilmente. Tem uma sensibilidade extrema ao toque.
As crianças emitem gritos súbitos e agudos durante o sono ou ao acordar.
Grito encefálico. Nos estados críticos, agudos, o doente pode ter convulsões, a cabeça girar de um lado para o outro, afundando-a no travesseiro, gritar e entrar em coma.
Não consegue dormir por agitação nervosa.

As dores são violentas, queimantes, picantes, penetrantes como agulhas, fazendo lembrar a ferroada da abelha ou da vespa, estendem-se a todo o corpo e percorrem-no bruscamente de um lado ao outro. Agravam pelo calor e pelo repouso e melhoram pelo frio e pelo movimento.

Febres intermitentes, paludismo; calafrio às 15 horas, com sede, agravando pelo calor.

Pálpebras inchadas e vermelhas, com lacrimejamento queimante.
Todas as doenças oculares com edema. Edema das pálpebras como um papo intumescido, mais significativo ao nível das inferiores.

Inflamação aguda da garganta, que fica vermelha por dentro com sensação de constrição e dores picantes e ardentes que agravam pelo calor.
Edema do véu do palatino e da úvula.
Edema da glote. Sufocação que agrava num ambiente quente.
Ausência de sede nas anasarcas e ascites.
Distensão do abdómen com sensibilidade extrema ao menor contacto.
Diarreia dos alcoólicos. Diarreia todas as manhãs. Fezes que são expulsas involuntariamente como se o ânus estivesse completamente aberto.

Ausência de sede nas doenças renais.
Incontinência urinária com cistite. Dores fortes, queimantes, ao urinar. Desejos frequentes, mas pouca abundância de urina, poucas gotas.
Micção difícil das crianças.

Amenorreia das jovens com sintomas cerebrais e da cabeça, que surge após um susto ou emoção forte.
Dismenorreia com dores ardentes e picantes nos ovários, em especial no direito, melhorando por aplicações bastante frias.
Tendência a abortar no princípio da gravidez.

Reumatismo articular em que a articulação apresenta um aspecto inchado, de cor rosa e é muito sensível ao toque. As dores são violentas, picantes e ardentes, agravando em ambiente quente e melhorando por aplicações frias ou geladas.
Reumatismo articular agudo. Reumatismo infeccioso.
Edemas de constituição rápida, rosados, translúcidos, por vezes vermelho brilhante, com dores picantes, ardências e prurido. Agravam pelo calor local.
Edema das mãos e dos pés.
Inchações pálidas e cor de cera.


AGRAVAÇÃO: pelo calor; num quarto quente ou fechado; pelo toque; a pressão, após ter dormido; depois do meio-dia; à noite; pela humidade.

MELHORA: ao ar livre; pelo banho frio; por aplicações frias; ao molhar as partes afectadas com água fria; descobrindo-se; durante o dia; ao ficar de pé.



 

ARGENTUM NITRICUM




Tem uma agitação ansiosa. É impulsivo e quer agir com a maior rapidez possível. Pensa não ter tempo para executar as tarefas que se propõe, por isso, está sempre com pressa; mal começa um trabalho ou tarefa já a quer ver terminada.
É um indivíduo nervoso, irritável, ansioso, que caminha apressadamente. Por vezes, deprimido, com tremores no corpo e vários medos: de andar sozinho, de multidões, de saltar no vazio, do perigo, de ficar louco, de ser vítima de apoplexia ou de ter uma doença grave. Agorafobia. Claustrofobia. Reacção de fuga com inibição. As fobias tomam o aspecto de uma síndrome vertiginosa.
Chega a predizer a morte como Aconitum.
Ansiedade por antecipação. Fica apreensivo e com diarreia sempre que tem um encontro importante, exames a realizar ou tem de assistir a espectáculos.
Tem pesadelos. Sonha em especial com serpentes.
Numa rua quando olha para o alto, tem a sensação de que as casas dos dois lados se inclinam e vão cair, o que lhe dá vertigens.
      
Vertigem quando fecha os olhos: não consegue caminhar de olhos fechados. O seu equilíbrio parece sempre precário. Vertigem com tremores e fraqueza das pernas.
Vertigem com zumbidos nos ouvidos.

Dor de cabeça congestiva, profunda. O paciente tem a sensação de que o crânio está dilatado, vai rebentar. Dor de cabeça depois de ter dançado ou após trabalho mental exaustivo. As dores melhoram amarrando a cabeça com um pano, ou apertando-a com as mãos.

Fotofobia intensa.
Conjuntivite granular aguda, escarlate, com corrimento abundante, muco-purulento.
Oftalmia purulenta, em especial a neonatal.

Faringe e úvula avermelhadas. Rouquidão que agrava de manhã. Nesta parte do dia, o doente expulsa muco espesso e tenaz originário das narinas.
Sensação de uma espinha ou lasca de madeira na garganta ao engolir.

A língua tem a ponta dorida e vermelha, com papilas salientes, em todos os padecimentos.
Desejo irresistível de comer doces, chocolate. A criança deseja doces, mas provocam-lhe diarreia.
Come apressadamente, sem mastigar convenientemente os alimentos.
Aerofagia com palpitações.
Regurgitações e arrotos excessivos, barulhentos e difíceis, que surgem logo após as refeições. As regurgitações acompanham a maior parte dos problemas gástricos.
Úlcera gástrica. Gastrite dos alcoólicos e bebedores imoderados.
Colopatias funcionais diarreicas.
Diarreia esverdeada com gases. Muco esverdeado como espinafres cortados. Diarreia originada por ansiedade por antecipação: exame, entrevista para um emprego, aparecimento em público, etc. Diarreia após ingestão de bebidas.

Laringite. Laringite crónica dos cantores, em que as notas mais agudas provocam tosse.

Palpitações violentas que agravam quando o doente está deitado do lado direito ou sob o efeito de forte emoção e melhoram quando este caminha ao ar livre.

Incontinência urinária: a urina escorre sem que o paciente tenha consciência disso.

Impotência por ansiedade. Há erecção que termina ou afrouxa significativamente quando se prepara para consumar o acto.
Coito doloroso, tanto para o homem, quanto para a mulher.

Dor do ovário esquerdo, com regras abundantes.
Ulcerações do colo do útero.

Fraqueza dos membros inferiores com tremores. Caminha com pressa, oscilante. Sente-se mal de pé.


AGRAVAÇÃO: pelo calor num quarto quente; num local fechado; em espaços abertos; à noite; pelos alimentos frios; pelos doces e chocolate; durante as regras; pelo exercício mental fora do comum; estando deitado do lado direito; pela antecipação.

MELHORA: ao ar livre; pelo ar frio, desejando que o vento sopre no seu rosto; ao tomar banho em água fria; por pressão forte.




ARNICA MONTANA




O paciente está deprimido, triste. Quer ficar tranquilo, sozinho, em paz. Não quer que lhe falem ou que se aproximem dele.
Apresenta uma indiferença muito grande causada pela fadiga. Esta pode conduzi-lo à prostração. Inconsciente, quando lhe falamos responde coerente e correctamente, mas retorna de imediato àquele estado que pode ser acompanhado de delírio.
Tem insónia: seja qual for o leito em que se deite, parece-lhe excessivamente duro, muda constantemente de lugar em busca da maciez. Por vezes geme enquanto dorme.
De carácter nervoso, a dor torna-se insuportável. O corpo está hipersensível. Apesar de doente, diz estar bem de saúde.
Traumas psicológicos.

O corpo parece dorido e com contusões, como se tivesse sido pisado ou espancado. É o grande remédio dos traumatismos, seja qual for o órgão lesado; mesmo que o traumatismo não seja recente e tenha deixado sequelas. Afecções traumáticas dos músculos. Fracturas que se complicam, com supuração abundante.
Sensação de quebra local ou geral, após qualquer tipo de acidente traumático: pancadas, quedas, contusões, etc.
Prevenção do traumatismo cirúrgico.

Acidentes vasculares cerebrais por efeito de violentos esforços, de uma grande emoção.
O rosto, ou a cabeça e o rosto estão quentes, enquanto o resto do corpo está frio.
Nariz frio.
Meningite que surge após traumatismo.
Apoplexia, perda de consciência com relaxamento dos esfíncteres. Na apoplexia reabsorve os derrames.

Descolamento traumático da retina. Hemorragias da retina ou da conjuntiva com derramamento e como consequência de traumatismo.

Mau hálito. Arrotos de odor pútrido, como de ovos podres, especialmente de manhã.
Evacuação involuntária com incontinência durante o sono.

Tosse durante o sono. Tosse dos cardíacos à noite.

Perturbações cardíacas dos atletas. Situações de cansaço cardiovascular. Hipertensão arterial.
Hemorragias traumáticas. Prevenção das hemorragias post-partum.

Na menopausa, grande fraqueza com palpitações, dores generalizadas. A cabeça está quente, o corpo frio. Equimoses por qualquer toque ou pancada mesmo que leve.

Reumatismo e gota, com medo de ser tocado por quem se aproxima.
Não pode caminhar direito, já que tem uma sensação de contusão, pisadura, ao nível da região pélvica.
Lombalgias de esforço, estáticas, da obesidade.
Paralisia do lado esquerdo.

Tendência a fazer pequenos furúnculos, simétricos, muito sensíveis.


AGRAVAÇÃO: pelo menor contacto; pelo repouso; pelo movimento; pelo vinho.

MELHORA: estando deitado com a cabeça baixa, mesmo que o leito pareça duro; por aplicações quentes.



 

ARSENICUM ALBUM




Arsenicum Album tem uma grande e profunda prostração, com um declínio bastante rápido das suas forças vitais.
É um deprimido, melancólico. Alternância de excitação e de depressão, por vezes no mesmo dia: num momento sente-se bem, com uma resistência vital óptima, para logo de seguida se sentir com extrema fraqueza, prostrado.
O menor movimento ou exercício esgotam-no.
Desespera-se com facilidade. Crê que os seus padecimentos não têm cura, recusando-se a tomar remédios, porquanto inúteis, já que vai morrer. É indiferente e a irritabilidade é uma constante.
Triste, ansioso, extremamente agitado, tem medo da morte, do escuro, de fantasmas. Medo de ter uma doença incurável. O medo ansioso da morte manifesta-se especialmente quando está sozinho. Os seus medos são normalmente acompanhados de suores frios.
Está sempre mentalmente agitado. Quanto maior o sofrimento, maior a agitação, a angústia e o medo da morte.
A agitação física e mental agrava entre a 1 e as 3 horas da manhã.
Não consegue estar tranquilo e em paz; muda de lugar constantemente, ou caso esteja demasiadamente fraco, pede incessantemente que o façam, que o transportem de uma cama para outra, de um sofá para a cama ou para outro sofá.
Ansiedade quando se encontra num ambiente fechado.

As dores de Arsenicum são queimantes como se carvões em brasa fossem encostados nas partes afectadas, que queimam como fogo. Geralmente são periódicas, o paciente está um dia bem e outro mal e melhoram pelo calor, bebidas e aplicações quentes, à excepção das de cabeça que melhoram por aplicações frias. Dores semelhantes a picadas feitas com agulhas em brasa.

Face pálida, magra.
Lábios secos, necessitando de ser humedecidos.

Pálpebras vermelhas e ulceradas. Edema, principalmente das inferiores.

Sede inextinguível e frequente de pequenas porções de água fria. No entanto, a água pesa no estômago como uma pedra. O doente quer água, mas evita beber sob pena de rejeição imediata da mesma, por isso, bebe pequenas quantidades de cada vez.
Não suporta o odor ou a visão dos alimentos.
Dores gástricas queimantes, como se carvões acesos estivessem a arder no estômago, depois de ter comido fruta, creme gelado, bebido água fria, bebidas alcoólicas, após ter ingerido carne em mau estado de conservação.
Vómitos após ter ingerido alimentos ou ter bebido.
Diarreia que surge também na sequência de ingestão de alimentos ou bebidas, com enorme prostração, desproporcionada à quantidade evacuada. Fezes pouco abundantes, escuras, de odor forte, irritantes e ardentes, gerando escoriações perianais.
Hemorróidas ardentes, impeditivas do sono e da posição sentada, que são aliviadas pelo calor.
As dores do abdómen que se apresenta distendido, são ardentes e melhoram por aplicações quentes.
Hipertrofia do fígado e do baço.

É um indivíduo extremamente friorento, não gosta e teme o frio gostando de estar quente, mas com necessidade constante de respirar ar fresco.
Coriza aquosa, queimante, escoriante e que chega a irritar o lábio superior, melhorando por efeito do calor. Febre do feno periódica, que também melhora pelo calor.
Respiração do tipo asmático. O doente tem necessidade de se sentar e de se inclinar para a frente. Não consegue ficar deitado, em especial depois da meia-noite.
Asma da meia-noite às três horas da manhã, com agitação ansiosa e medo da morte.
Tosse seca que produz fraqueza no doente, agravando depois da meia-noite.
Dor fixa no terço superior do pulmão direito.

O coração tem batimentos fortes, de tal forma, que as pessoas que estão perto do doente podem senti-los. Pulso rápido, de manhã ou à menor emoção, irregular. Palpitações com fraqueza e tremores.

Regras adiantadas e abundantes.
Leucorreia ácida, irritante, amarelada, corrosiva e de mau cheiro, principalmente quando a mulher está de pé.

Fraqueza dos membros que dificulta os movimentos. Contracções e tremores.

A pele está endurecida, com erupções escamosas, como farelo, agravando pelo frio e pelo coçar.
Pruridos que agravam à noite, da 1 às 3 horas da manhã e melhoram pelo calor, pelas aplicações quentes. O doente coça-se violentamente, a pele parece queimar.
Urticária por moluscos.


AGRAVAÇÃO: após a meia-noite; da 1 às 3 horas da manhã; das 13 às 15 horas; pelo frio e pela humidade; pelas bebidas e pelos alimentos frios; pelo álcool; o vinho; o exercício; estando deitado do lado afectado e com a cabeça baixa.

MELHORA: pelo calor, à excepção da dor de cabeça que alivia com aplicações frias; as bebidas quentes; a cabeça alta.




AURUM METALLICUM




Aurum é um deprimido. Tem medo da morte, mas deseja-a. Há nele uma marcada tendência ao suicídio. Está desgostoso com a vida que é um pesado fardo, falta-lhe a alegria de viver, por isso, pensa constantemente em terminar com o sofrimento psicológico que o atormenta.
Preocupa-se com tudo. Irrita-se facilmente e não suporta a menor contradição, que o encoleriza. Desconfiado, sente-se odioso, detestável, quezilento. É pouco sociável.
Desastrado, apressado, tem a sensação de que não executa as suas tarefas com a rapidez necessária. Deseja estar sempre activo, tanto física quanto mentalmente.
É um hipersensível com acuidade de todos os sentidos: à dor, aos gostos, aos odores, à audição, ao toque.
Padecimentos que surgem após um amor não correspondido, a um desgosto, com intenso desejo da morte.

Dores ósseas, intensas, profundas e perfurantes, que agravam à noite. Sensibilidade ao toque com dores que irradiam ao maxilar superior.

Dores de cabeça que pioram à noite, pelo menor esforço mental. Cáries dos ossos cranianos e palatinos.
Queda de cabelo, em especial na sífilis.

Pupilas desiguais.
O doente só vê a metade inferior dos objectos, ficando a metade superior oculta por um corpo negro.

Otite com supuração crónica fétida.
Mau hálito: odor fétido, principalmente das raparigas na puberdade.

Palpitações muito fortes, visíveis nas carótidas e temporais. Pulso fraco, rápido, irregular.
O coração parece parar, para depois recomeçar os batimentos de forma tumultuosa.

Urina turva.
Orquite crónica, em especial do lado direito.

Problemas uterinos e das regras que são acompanhados de depressão profunda, agravando durante aquelas.

Dores ósseas nos membros que agravam à noite e pelo toque.
Pés inchados.


AGRAVAÇÃO: pelo ar frio; ao se resfriar; no Inverno; do pôr ao nascer do Sol; estando tranquilo; pelo esforço mental; estando deitado.

MELHORA: pelo ar quente; no calor; no Verão; de manhã.



 

BARYTA CARBONICA




É um indivíduo com compreensão lenta, difícil. Custa-lhe a aprender, a sua memória é fraca.
Distraído com falta de atenção.
Tem falta de confiança e múltiplos medos. Aversão a desconhecidos.
A criança esquece tudo, tornando-se difícil educá-la. É fraca física e psiquicamente.
O adulto esquece com frequência as ruas que conhece, perde-se em locais que lhe são absolutamente familiares. Quando envelhece, o esquecimento é global.
Pode ocorrer um estado de imbecilidade.
Sonolência diurna.
Está sempre com frio. Falta de energia, de calor vital.
Tem a sensação de ter uma teia de aranha sobre o rosto.

Dor de cabeça do tipo compressiva, que melhora pelo ar frio.
      
Hipertrofia crónica das amígdalas com inflamação frequente ao menor contacto com o frio e tendência à supuração.
Anginas e amigdalites de repetição. Problemas de garganta que surgem logo após a supressão brutal do suor da planta dos pés.
Dor intensa, do tipo cortante, com sensação de que existe um corpo estranho na garganta e agrava quando o paciente engole em seco. Só consegue engolir líquidos.
Adenopatia submaxilar. Inflamação dos gânglios cervicais.

Salivação excessiva à noite.
O ventre é grande e está duro.
As hemorróidas saem quando o paciente urina.

Hipertensão arterial.

Suores fétidos dos pés.


AGRAVAÇÃO: pelo frio; após as refeições; deitado sobre o lado esquerdo; ao pensar na doença de que padece.

MELHORA: a dor de cabeça melhora pelo ar frio.

 

 

BELLADONNA




O doente Belladonna é alegre, vivo, excitado, quando a sua saúde está no auge. No entanto, quando afectado por um qualquer padecimento fica abatido, prostrado.
 A prostração surge de forma inusitada, bruscamente, com estupor.
Tem alucinações, vê monstros, caras horrendas, fantasmas, insectos, cães, lobos, animais negros.
Tem muito medo de coisas imaginárias, desejando fugir delas.
Pode existir uma tendência ao suicídio por afogamento.
Ansioso, deseja fugir, ir para qualquer lugar. Não está bem na cama, quer sair, fugir, ir para outro lado.
Apresenta por vezes um delírio de intensa violência. Enfurece-se, quer arrancar as suas roupas e tenta morder e bater nos que o cercam. Acessos de riso, ranger de dentes. Transforma-se num selvagem.
Fala muito, mas de forma algo incompreensível. Quando lhe fazem perguntas responde de modo incoerente.
Os seus sintomas são extremamente violentos e melhoram, quer pelo sono quer pelo repouso.
Tem uma imensa aversão aos líquidos, podendo a simples visão da água torná-lo furioso.
Quer dormir e não consegue. Está exausto, cheio de sono, mas não consegue adormecer.
Tem sonhos angustiantes. Pesadelos.
Os seus músculos têm contracções no momento de adormecer e durante o sono.
Acorda sobressaltado.
Os membros apresentam movimentos convulsivos, tais como contracções musculares.
Os seus sentidos são hipersensíveis e facilmente excitáveis. É sensível ao barulho, ao ruído, à luz e ao toque.

As dores aparecem e duram um tempo indeterminado, de forma brusca e desaparecem do mesmo modo. Em regra, as crises dolorosas são de curta duração e intermitentes e são acompanhadas de rubor do rosto e dos olhos.

Padece de cefaleia. A dor é aguda, lancinante, pulsante, apresentando batimentos no cérebro e nas carótidas, agravando ao menor ruído, luz e movimento e melhora pela pressão, agasalhando-se e durante a menstruação. Hipersensibilidade do couro cabeludo.
Sente a cabeça pesada, enorme como se estivesse aumentando de volume, muito quente. O rosto está congestionado, afogueado, avermelhado e os olhos injectados. No seu desespero, atira-a para trás tentando enfiá-la na almofada. Chega mesmo a abaná-la, gritando.
Convulsões de aparecimento súbito quando do nascimento dos dentes, com febre, cabeça quente e pés frios.

Os olhos estão vermelhos, congestionados, as pupilas dilatadas e fixas.
O olhar é rude, feroz.
Não suporta a luminosidade e tem ilusões de óptica.
Vê estrelinhas incandescentes.

A língua está inchada, vermelha, brilhante, treme e tem dificuldade em sair da boca. A cor é parecida com a da framboesa. As papilas estão salientes.
O lábio superior está inchado e avermelhado.
As mucosas da boca estão secas.
A faringe está seca, inchada e inflamada, com especial incidência na sua parte direita.
Tem bastante sede, desejando beber pequenas quantidades de água fria, mas engole dificilmente e com dor, que irradia para o ouvido, especialmente o direito. Sensação de bola na garganta.
O abdómen, quente, está distendido e é sensível.
Inflamação do cólon transverso com dores violentas.

Resfria-se constantemente. É sensível às correntes de ar sobretudo quando tem a cabeça descoberta ou quando sai para a rua depois de a ter secado.
O vento frio provoca-lhe inflamação das amígdalas.
Hemorragias pelo nariz, principalmente à noite.
Tem uma apurada sensibilidade aos odores não suportando o cheiro do fumo.
A laringe está seca. Rouquidão que faz doer e que aparece em regra depois de ter gritado. Tem necessidade de engolir em seco para aliviar.
Tosse seca, dolorosa, que agrava à tarde e à noite, antes da meia-noite.

O pulso é cheio, duro, globuloso, como se grãos de chumbo batessem sob os dedos.

As regras muito abundantes de sangue quente, vermelho vivo ou misturado com coágulos negros e de mau odor, vêm adiantadas.
Tem dores que surgem bruscamente, exercendo pressão, de tal modo que a paciente tem a sensação de que os órgãos contidos no abdómen vão sair pela vulva e que agravam pela manhã e ao andar e melhoram sentada.
Dores picantes e inchaço do ovário direito, que surgem bruscamente e desaparecem do mesmo modo.
Seios avermelhados e quentes, inchados, pesados, duros.

Inflamações locais variadas, avermelhadas, brilhantes, com calor e tumefacção súbita. O calor da pele comunica uma sensação de queimadura à mão que a examina.
Diz-se que é o primeiro remédio do estado inflamatório de qualquer parte do corpo.


AGRAVAÇÃO: ao meio dia; depois das 15 horas; às 11 horas da noite; depois da meia-noite, mas não o dia todo; pela corrente de ar; pelo toque e o menor choque; pelo movimento; pelas aplicações frias; pela luz brilhante; ao olhar objectos brilhantes; ao beber; estando deitado sobre o lado afectado, com a cabeça descoberta; pelo Sol de Verão.

MELHORA: pelo repouso; num quarto quente; em pé ou estando sentado; virando-se para trás.




BRYONIA ALBA




O paciente Bryonia é extremamente irritável, tudo o irrita e desagrada.
Tem ansiedade pelo futuro. Desejo de chorar.
Está sempre atarefado com uma enorme agitação. Deseja coisas, mas está indeciso. Não sabe o que quer.
Tem uma enorme dificuldade em falar, gosta de estar sozinho e detesta receber visitas.
Não gosta de ser contrariado, o que o encoleriza. Se se sente injuriado ou contraditado, explode em cóleras, tem arrepios e tremores, fica literalmente doente.
No delírio fala sem cessar do seu trabalho; deseja sair da cama e voltar para casa.
Sempre pior depois de ter comido. Irrita-se por tudo e por nada.
Insónia com agitação, em especial pela meia noite.
Quando se levanta da cama ou de uma cadeira tem vertigens com a sensação de que a sua cabeça rodopia.

As suas dores são agudas, dilacerantes, picantes, com agravação pelo calor, movimento e às três horas da manhã, melhorando pelas bebidas e aplicações frias, pela imobilidade absoluta e quando se deita sobre o lado ou parte dorida.

Dor de cabeça congestiva que começa logo de manhã, quando se levanta ou abre os olhos, no occipício, aumentando gradualmente para a tarde. Tem a impressão de que a cabeça vai estourar, que o cérebro lhe vai sair pela fronte. Agrava por qualquer movimento, seja ele qual for – até o dos próprios globos oculares – e depois das refeições. Melhora na tranquilidade acompanhada de obscuridade.
Dor de cabeça por prisão de ventre.

As mucosas estão todas exageradamente secas.
A boca está seca, os lábios secos e pergaminhados. Tem um gosto amargo.
A língua, seca, pergaminhada, coberta por uma camada relativamente espessa e esbranquiçada, cola-se ao céu-da-boca.
Tem sede de grandes quantidades de água fria, ingerida espaçadamente, em longos intervalos.
Fica sempre pior depois de ter comido, de mau humor, com a sensação de ter uma pedra no estômago, que alivia com o aparecimento de eructações.
Aversão aos alimentos gordos.
Não se quer levantar por causa das náuseas e outros padecimentos que sente. Vómitos de bílis.

Prisão de ventre com fezes muito duras, escuras, grandes, secas como se estivessem queimadas. Prisão de ventre à beira mar.
Diarreia que surge de manhã com os primeiros movimentos. Diarreia durante uma recrudescência de tempo quente, biliosa, irritante.

Epistaxe ao levantar e às três horas da manhã.
Tosse seca por acessos, com sufocação e vómitos, praticamente sem expectoração, melhora na tranquilidade, no repouso e agrava pelo menor movimento, quando o paciente sai de um lugar frio e entra num quente e quando faz inspirações profundas. A tosse provoca dores intensas, lancinantes no peito e na cabeça, que melhoram pela pressão forte, com especial incidência no pulmão direito. O doente vê-se obrigado a colocar as mãos no peito, tal é a dor.
Tosse seca que é provocada por comichão na laringe.

Endocardite e pericardite.

A urina é escura e pouco abundante.

Uma epistaxe precede as regras ou chega mesmo a substitui-las. A doente sangra do nariz em vez de ter regras.
Os seios estão pálidos, quentes, doridos e muito duros.

Movimento constante do braço e da perna esquerda.
Reumatismo articular agudo, que impede os movimentos, com articulações inflamadas, sensíveis ao toque.


AGRAVAÇÃO: pelo menor movimento; pelo esforço; pelo toque; pelo calor e pelo tempo quente; às nove horas da noite e principalmente às três horas da manhã; após a supressão de um corrimento seja qual for a sua natureza.

MELHORA: pelo repouso, pela imobilidade absoluta, tanto física quanto mental; pela pressão; estando deitado sobre o lado dorido; pelas bebidas ou aplicações frias.




CALCAREA CARBONICA




É um indivíduo em que a lentidão é uma das suas características. Tem dificuldade em entender, é lento ao executar as tarefas que se propõe ou que lhe estão destinadas. Esgota-se pelo trabalho mental e tem dificuldade de concentração.
Sente-se sempre fraco, quando anda, o que faz pesadamente, sobe escadas, faz qualquer exercício, após ter tido relações sexuais. Até a evacuação o cansa.
É apático. Tímido. Triste e deprimido. Gosta de ser magnetizado, massajado.
Preocupa-se com trivialidades.
Tem ansiedade por antecipação. Medo que algo de indeterminado e nefasto lhe suceda.
Medo de enlouquecer, de perder a razão e de que as pessoas não se apercebam da sua confusão mental.
Tem impulsos estranhos: de correr, saltar por uma janela, subir ou descer rapidamente uma escada.
Deseja dormir à tarde e à noite tem insónias.
Quando vira a cabeça de forma repentina tem vertigens, com tendência a cair para trás. Vertigem dos lugares altos.

A criança tem uma cabeça grande com fontanelas abertas, assim como o ventre que também é grande e tem dificuldade em aprender a andar, em se manter de pé. Suores abundantes, azedos, em especial à noite, que molham a almofada. Tem um rosto avermelhado com músculos flácidos. Transpira facilmente e por isso, resfria-se com frequência. A sua dentição é tardia, com os suores característicos.
Calcarea sente um frio intenso em diversas partes da cabeça, que agrava do lado direito.
Dor de cabeça com mãos e pés frios.
Transpiração profusa sobretudo ao nível da região occipital e da nuca, do peito e da parte superior do corpo.

As conjuntivas e pálpebras estão vermelhas.
As pupilas estão cronicamente dilatadas.

Otite crónica com espessamento do tímpano e corrimento purulento com adenopatia ganglionar.

Eructações, gosto, vómitos e diarreia ácidos ou azedos. Acidez generalizada, sentida em todo o corpo.
Fome voraz com um enorme desejo por ovos ou coisas incomestíveis, tais como lápis, carvão, terra. Tem disposição a engordar.
Tem aversão ao leite, à carne.
Abdómen distendido e dorido. Intumescimento do estômago. Custa-lhe a suportar roupas apertadas.
Fezes azedas, fétidas, com alimentos mal digeridos.
Melhora quando tem prisão de ventre. As fezes devem ser auxiliadas a sair mecanicamente.

Hipertrofia das amígdalas e inchaço das glândulas submaxilares, que estão grossas e duras.
Coriza que aparece sempre que o tempo muda.
Doenças pulmonares dos jovens que cresceram muito rapidamente, com incidência no terço superior do pulmão direito.
Dores no peito quando respira. Dores à palpação. Opressão quando se vê obrigado a subir uma escada ou algo íngreme.
Rouquidão pela manhã.

Palpitações ao menor exercício. Pulso acelerado e fraco.

As regras são adiantadas, muito longas, muito abundantes. São acompanhadas de fraqueza e frio; sensação de que tem calçadas umas meias frias e húmidas.
Reaparecimento das regras devido a emoção, excitação mental.
Amenorreia após lavagem com água fria.
Leucorreia leitosa que surge com a micção.

Dores que surgem como consequência do frio húmido.
Frio sentido de forma geral ou em partes específicas do corpo.
O paciente tem aversão ao ar frio. O frio entranha-se-lhe nos ossos e os pés estão frios e húmidos, desconfortáveis, como se tivesse calçado meias incompletamente secas.
Curvatura anormal dos ossos, que se desenvolvem de forma irregular.

Tem pele pálida e um odor azedo em todo o corpo.
Eczema da cabeça ou crosta de leite em criança do tipo Calcarea.
Suores profusos na cabeça ao menor exercício e durante o sono, molhando abundantemente o travesseiro.
Problemas na planta dos pés que surgem por via da transpiração.


AGRAVAÇÃO: pelo frio; pelo tempo húmido; pela água fria; depois de se lavar; ao levantar-se; de manhã; durante um qualquer exercício físico; na Lua cheia.

MELHORA: no tempo seco; no clima seco; estando deitado sobre o lado dorido.



 

CALCAREA FLUORICA




Medo de ficar na ruína.
Indecisão que é constante. É muito difícil tomar uma decisão seja em que circunstâncias for.
Deprimido, desanimado, tem insónia com afluxo de ideias entre as 3 e as 5 horas da manhã. Sono não reparador.

Dentes mal implantados.
Supuração crónica do ouvido médio.

Dores intensas ao nível do hipocôndrio direito, sob a sétima costela, o que desperta o paciente por volta da meia-noite.

Regras abundantes com dores dilacerantes, que agravam no tempo húmido e frio e melhoram pela fricção e calor.

Nódulos duros do seio.

Lumbago crónico. Lumbago que melhora pelo movimento.
      
Hipertrofia raquítica do fémur nos neonatos.
Varizes. Úlceras varicosas.


AGRAVAÇÃO: pelo repouso; pelas mudanças de tempo; durante o tempo húmido; pelas correntes de ar; pelo frio.

MELHORA: pelo calor; pelas aplicações e bebidas quentes; pelo movimento; pela massagem.


 

 

CALCAREA PHOSPHORICA




É um indivíduo fraco. O trabalho mental esgota-o.
Tudo o assusta. É ansioso.
Quanto mais pensa nos seus sofrimentos, mais sofre.
As crianças, padecem de agitação, inquietação. Excitam-se por qualquer acontecimento. Acordam de noite sobressaltadas, gritando. Têm sonhos aterradores.

Dores de crescimento com sensação de rigidez no pescoço e nos músculos.

Vertigem dos idosos.
Dores de cabeça das crianças em idade escolar, como consequência da execução dos trabalhos que lhe estão destinados.

Fome anormal e intensa pelas 16 horas. Tem fome sempre que pensa nela.
Deseja alimentos fumados e salgados.
O abdómen é flácido e está distendido.
As bebidas frias provocam-lhe diarreia. Esta aparece também durante a dentição.
As fezes são líquidas, esverdeadas, ardentes, expulsas com gases pútridos.
Por vezes, a criança clama por comida para logo de seguida a vomitar.

As regras aparecem com uma violenta dor nas costas.
Leucorreia que parece clara de ovo.

Prurido senil.


AGRAVAÇÃO: pelo tempo frio e húmido; vento do Oeste; ao pensar nos seus sofrimentos.

Melhora: no Verão; em tempo quente e seco.

 

 

 

 

CALENDULA




A Calendula tem aplicação em feridas externas, onde exista ou não perda da substância produzida. Deve ser aplicada em todos os casos em que exista perda de substância e em que seja extremamente difícil a cicatrização. Impede a supuração excessiva. Tem um poder considerável de cicatrização de feridas com a menor produção de pús possível. É um verdadeiro “anti-séptico homeopático”.

Cicatrizes externas com ou sem perda de substância.
Nas cicatrizes decorrentes de intervenções cirúrgicas impede uma supuração exagerada e a aparição de cicatrizes inestéticas.
Nevrite secundária a uma cicatriz dilacerada.

Nas afecções traumáticas, se rapidamente prescrita impede a supuração.
Ruptura tendinosa ou muscular.

Feridas com tendência à ulceração. Feridas antigas, negligenciadas, de odor forte, com gangrena ou ameaça desta.
Úlceras antigas, doridas e inflamadas, com crosta e abundante secrecção de pús. Úlceras crónicas das pernas.
Úlceras varicosas.
Mamilos ulcerados.
Tumores e verrugas ulcerados.
Fístulas do ânus. Prurido deste e da vulva.


AGRAVAÇÃO: pelo tempo húmido e nublado; pelo movimento.

MELHORA: pelo repouso.



 

CANTHARIS




Há uma hipersensibilidade de todas as partes do corpo. Hidrofobia.
Tem acessos de mania com quadro erótico, que advêm de uma intensa excitação genital. Os homens têm fortes erecções e as mulheres uma congestão genital intensa.
Em qualquer delírio há uma predominância das ideias sexuais.
Não sente prazer em nada, principalmente nas melhores refeições, bebidas, tabaco.

As dores são contusas, vivas e queimantes, não importando a parte do corpo em que aparecem, quer no seu interior quer no exterior.

A língua está suja, inchada, com vesículas dolorosas, ardentes.
Faringe inflamada, inchada, com úlceras do tipo aftoso com muco aderente. Sente uma grande queimação e tem sede, mas os líquidos não podem ser engolidos ao que tem por eles aversão.
Sente queimaduras no estômago, abdómen, intestinos.
Desinteria: fezes líquidas, com sangue e muco. Sensação de queimadura no ânus.
Fezes com viscosidades, duras, tenazes, vermelhas ou pálidas, estriadas de sangue.

Sente queimaduras no peito e tem pontadas de um dos lados.
Viscosidades nas vias respiratórias.

Dores intensas e queimantes na bexiga. Não pode suportar a urina na bexiga ainda que em pequena quantidade. Por isso, tem necessidades urgentes e frequentes de urinar, apesar da micção ser constituída apenas por algumas gotas, por vezes contaminadas por sangue, que acarretam dores.
Cálculos renais. Nefrite aguda.
Dores queimantes e dilacerantes na uretra, que ocorrem antes, durante e após a micção. Há uma intolerável necessidade de urinar, antes, durante e depois da micção.
Em todas as inflamações, Cantharis é definida por dores queimantes e uma necessidade intolerável e frequente de urinar, dando uma provável indicação do remédio, seja qual for a doença considerada.

As erecções são violentas e doridas. Priapismo com dor excessiva. Ninfomania.
Desejo sexual aumentado nos dois sexos, impedindo o sono.
Ejaculações nocturnas sanguinolentas.

Hemorragias bucais, nasais, intestinais, genitais e urinárias.

Erupções vesiculares e vesicantes por agressão com líquido muito quente ou fervente. As vesículas são dolorosas e supuram.
Após exposição exagerada ao Sol, eritema solar.


AGRAVAÇÃO: pelo toque; durante e após a micção; bebendo água fria; café.

MELHORA: por aplicações frias; pela fricção.




CARBO VEGETABILIS




Em Carbo Vegetabilis, há uma perda notável do calor vital do indivíduo, da sua energia. Indiferente, pensar é-lhe penoso. A sua memória está debilitada.
Está extremamente fraco, de vitalidade diminuída ou ausente.
Medo de fantasmas, de mortos.
A cabeça está quente e o corpo está frio, bem assim como o nariz, mãos, pés, joelhos frios como gelo, e pele.
O hálito é frio. O paciente tem necessidade de ar fresco, mas faltam-lhe as forças para inspirar convenientemente.
Sente necessidade de ser abanado.
Padece de insónia. O sono não é reparador, acorda em sobressalto, tem pesadelos.

Dor de cabeça em que esta está quente, enquanto os pés e mãos estão frios.
Sensação de peso na cabeça. Não pode suportar o peso de um chapéu.
O rosto está pálido e frio, por ele escorrendo suores frios.
Dentes oscilantes. Gengivas que sangram facilmente. Piorreia.

Vê manchas negras que se movimentam à frente dos olhos.

Flatulência gástrica em excesso. Grande acumulação de ar no estômago e nos intestinos, que agrava quando o paciente está deitado. Arrotos nauseabundos após ter comido ou bebido, que o aliviam por instantes.
Dor de estômago. Cancro do estômago com sensação de queimadura, ardor.
Distensão da parte superior do abdómen com dores que irradiam ao peito e são acompanhadas de dispneia.
O doente quer ingerir alimentos ou bebidas que o deixam pior.
Não suporta roupa apertada à volta do abdómen.
As fezes moles, expulsas com dificuldade, têm um odor cadavérico.

Epistaxe que aparece várias vezes no mesmo dia e que se pode arrastar por semanas, agravando pelo esforço. Antes e durante o sangramento, a face está pálida.
Rouquidão indolor, agravando à noite com a humidade.
Tosse seca com expectoração purulenta. Sente ardores no peito.
Opressão: respirar é difícil, por isso sente necessidade de ser abanado.
Asma com pele azul. Bronquite crónica dos velhos.

Circulação deficiente, o que faz com que a pele esteja azulada e as extremidades frias.

Hemorragias frequentes de sangue escuro, quase negro. Hemorragia de qualquer superfície mucosa.

Pele fria, coberta de suores frios.
Grande remédio da agonia. No estado terminal, quando o moribundo tem abundantes suores frios, a língua fria, voz apagada, este medicamento pode ainda salvar-lhe a vida.


AGRAVAÇÃO: à noite, antes da meia-noite; no tempo quente e húmido; depois de ter comido; depois de ter bebido vinho; depois de ter comido alimentos gordurosos: porco, manteiga; depois de abuso de quinino, de mercúrio ou de tanino.

MELHORA: depois de arrotar; de ser abanado; pelo sono.




CAUSTICUM




É ansioso e agitado, principalmente ao crepúsculo. Triste e pessimista, melancólico.
A criança não se quer deitar. Chora por tudo e por nada. Demora muito a aprender a andar e caminha de forma instável com quedas constantes.
Estes estados de intranquilidade fazem com que o paciente padeça de insónia. Tem dificuldade em encontrar uma posição confortável, de estar deitado em relativa imobilidade. Mexe-se sem cessar, mas tal facto não lhe traz nenhuma melhora.
É um hipersensível compassivo, que se impressiona facilmente com as desventuras dos outros. Sente-as e lamenta-as insistentemente.
Sensação de desfalecimento, tremores.

Causticum vai sofrer de fraqueza paralítica, que surge na sequência de um trauma moral ou depois de esgotamento decorrente de doença esgotante.
Paralisia que se manifesta progressiva e lentamente em zonas localizadas do corpo, com especial incidência do lado direito. Paralisia das cordas vocais, língua, pálpebras, rosto, extremidades, na sequência de exposição ao vento frio, ou a uma corrente de ar.
Paralisia que persiste após apoplexia.

Dores dilacerantes, contusas, que surgem aos poucos, dando a sensação que a região afectada está em carne viva, queimada, agravando do lado direito. Dores ao nível do couro cabeludo, da garganta, das vias respiratórias, do recto, do ânus, da uretra, da vagina, do útero, com as mencionadas características.

Neuralgia e paralisia facial após exposição ao vento frio e seco.
Nevralgia facial por mudança de tempo.
      
As pálpebras fecham-se involuntariamente. Tem dificuldade em erguer a pálpebra superior, situação que agrava depois de um resfriado.

Zumbidos nos ouvidos.
Ressonância de palavras e passos.

O estômago arde, como se tivesse sido queimado por cal viva.
Arrotos e vómitos ácidos.
Prisão de ventre com necessidade frequente de evacuar, que não é coroada de êxito. Para expulsar as fezes precisa de fazer um esforço enorme e estas são melhor expulsas quando o paciente está de pé.
As fezes são laminadas, brilhantes, gordurosas.
Aversão por doces.
Hemorróidas queimantes, com sensação de ferida, que agravam ao caminhar.

Rouquidão que agrava de manhã, após exposição ao frio seco, com sensação de carne viva e afonia. Rouquidão dos cantores.
Sensibilidade laríngea. Laringite aguda.
Tosse seca, que agrava pelo calor da cama e melhora ingerindo água fria. O peito parece estar em carne viva. Não consegue expelir o catarro, pelo que o engole.
Tosse com dor no quadril, com emissão involuntária de urina.

Incontinência de urina no primeiro sono. Incontinência diurna, que agrava ao tossir, ao respirar, quando se assoa e ao caminhar.
O paciente tem a uretra pouco sensível e não sente a urina sair.
Tem dificuldade em urinar sem ser de pé ou indo à casa de banho.
      
As regras muito adiantadas e fracas só aparecem de dia e cessam quando a paciente se deita.
Leucorreia só à noite, com fraqueza e prostração.
Frigidez. Epilepsia menstrual da puberdade.

Agitação dos membros inferiores à noite.
Reumatismo crónico das articulações do maxilar inferior.

Verrugas. Verrugas debaixo das unhas.
Tem cicatrizes antigas, principalmente de queimaduras, que se tornam doridas. Feridas antigas que reabrem.


AGRAVAÇÃO: no tempo claro e seco; pelo ar frio; pelo movimento; ao andar de carro; ao tomar café; ao transitar de um local frio para um quente; depois de ter estado molhado ou tomado banho.

MELHORA: pelo tempo húmido e chuvoso; pelo ar quente.




CHAMOMILLA




A criança Chamomilla é extraordinariamente sensível. Tem mau humor e é resmungona, rabugenta, irritável, rancorosa. Não consegue suportar a dor. Não sabe o que quer.
Está sempre em movimento, agitada, inquieta.
Impacienta-se, muda de lugar, grita amiúde, faz gestos.
Fica encolerizada quando a olham ou se aproximam dela. Não gosta de ninguém próximo, não gosta de falar e quando lhe fazem perguntas responde com maus modos.
O descontentamento e a insatisfação são duas constantes da sua existência.
Caprichosa. Deseja com veemência um determinado objecto ou brinquedo, para o rejeitar de imediato, pedindo de novo um outro. Se não se lhe dá o que pretende, encoleriza-se. Gosta de contrariar.
Na sequência das suas costumeiras cóleras, podem surgir calafrios e febre.
É uma criança que se torna insuportável.
Tranquiliza-se e fica calma quando é passeada de automóvel, quando é levada ao colo e embalada.
Convulsões infantis devidas ao aleitamento, na sequência de um acesso de cólera da mãe.
Insónia, tem sono mas não consegue adormecer. Sonolência diurna.

Há nela, uma intolerância à dor. Lamenta-se e geme à menor sensação de desconforto, parece completamente desesperada, enlouquecida, movimentando-se de um lado para o outro e se deitada, vira-se constantemente de lado.
As dores não têm uma intensidade proporcional ao seu facto causador. São vivas, lancinantes e surgem antes da meia-noite, seguidas de entorpecimento e de notável agitação. Agravam pelo calor, pela febre e sede.
Dores de ouvido das crianças.

A cabeça está quente. Com suores quentes que se manifestam depois de comer ou quando adormece.
Uma face está vermelha e quente, enquanto que a outra está pálida e fria.
Os dentes doem quando ingere bebidas quentes, quando entra num quarto quente, bebendo café, durante as regras ou a gravidez. Dores que melhoram pelas bebidas frias e agravam antes da meia-noite.
Salivação nocturna.

Sede insaciável de água e bebidas frias.
Tem cólicas intensas, que a obrigam a dobrar em dois. Cólicas por gases que não conseguem ser expulsos.
Diarreia à noite. Fezes líquidas, queimantes, com odor de ovos podres. Por vezes são esverdeadas.
Diarreia por frio, na sequência de uma cólera ou por desgosto.
Diarreia que ocorre durante a dentição.

Tosse que aparece durante o sono.

As regras são adiantadas, abundantes, doridas, de sangue negro com coágulos grandes.
Dores de trabalho de parto, aflitivas, espasmódicas.
Os bicos do peito são sensíveis ao toque. As mulheres que aleitam perdem o leite.
Hemorragias de sangue negro com dores de falso trabalho de parto.

Violentas dores reumatismais fazem com que o doente saia da cama, obrigando-o a movimentar-se.
Ardor na planta dos pés durante a noite, fazendo com que os retire da cama.


AGRAVAÇÃO: pelo calor; das 21 horas à meia-noite; pelas correntes de ar; pelo vento; pelas eructações; encolerizando-se.

MELHORA: andando de carro; no tempo quente e húmido.




CINCHONA OFFICINALIS (CHINA)



Esgotamento físico. Anemia profunda com extrema palidez do rosto.
Apático, indiferente, melancólico. Desencoraja-se facilmente, perdeu o gosto de viver, mas falta-lhe coragem para se suicidar.
É um hipersensível aos ruídos.
Hipersensibilidade do sistema nervoso.
Tem medo das correntes de ar.
Debilidade, tremores. Aversão pelo exercício físico.
Sonolência durante o dia. Insónia depois da meia-noite.
Sono pouco reparador, agravando depois das 3 horas da manhã.

Dores dilacerantes nas articulações ou nos ossos, obrigando o paciente a mover-se continuamente.
Dores periódicas que retornam regularmente e em regra à meia-noite.
As dores agravam pelo menor contacto e melhoram pela pressão forte.

Febre: calafrios e calor sem sede. Suores com muita sede. Suores nocturnos que esgotam o paciente.
Febre intermitente, quotidiana, nunca à noite e sempre sem sede.

Dor de cabeça pulsátil, batimento intenso das carótidas, com a sensação de que a cabeça vai estourar, agrava sentado ou deitado e melhora em pé ou caminhando.
A face está pálida.

Os olhos apresentam-se encovados com olheiras azuladas.

Zumbidos nos ouvidos.
      
Gosto amargo.
Sede por grandes quantidades de água fria.
O abdómen está muito distendido.
Flatulência que origina cólicas, que agravam por ingestão de frutas, à noite e depois de ter comido, retornando periodicamente e que melhoram quando o paciente se dobra em dois.
Desejo de coisas ácidas.
Diarreia indolor, depois das refeições ou à noite, com expulsão de muitos gases, a que se segue um período de muita fraqueza. Diarreia por comer frutas e diarreia de Verão.
Evacuações amareladas, abundantes. As fezes contêm alimentos mal digeridos.
Hemorragia intestinal.
Cólicas hepáticas. Fígado grande e sensível ao toque.
O baço, inchado, está dorido.

Sensibilidade às correntes de ar.

Hemorragias das mucosas ou dos orifícios, com sinais evidentes de anemia, tais como, desmaios, palidez, frio corporal, que duram bastante tempo.
Tendência aos edemas localizados nas extremidades.

Antes das regras, pressão nas virilhas e no ânus. Durante as regras que são demasiadamente adiantadas e abundantes, saindo o sangue em coágulos negros, com dor, peso no baixo-ventre com distensão abdominal.

Tremores dos membros inferiores que estão fracos, principalmente os joelhos.
Uma mão está fria como gelo, enquanto que a outra está quente.

A pele é extremamente sensível, mas suporta melhor a pressão forte que um contacto leve.


AGRAVAÇÃO: pelo menor contacto; por correntes de ar; à noite; depois das refeições; a cada dois dias; pelas emoções; pela perda de líquidos vitais.

MELHORA: por pressão forte; ao se dobrar em dois; por um chá quente.




COLOCYNTHIS




Muito irritável. Encolerizado, arremessa tudo o que tem nas mãos.
Impaciente.
Tudo o encoleriza.

As dores de Colocynthis são dilacerantes, violentas, como consequência de uma injúria, de uma cólera, agravando sempre que o paciente se estende e melhorando pela pressão e pela flexão. O doente está extremamente agitado. O paciente curva-se para a frente ou comprime fortemente a parte dorida, de forma a aliviar a dor.

Quando vira a cabeça rapidamente, sobretudo para o lado esquerdo, é acometido de vertigens.
Nevralgias da face, com calafrios à esquerda.

A boca tem um gosto bastante amargo.
Abdómen distendido e dorido. Dores violentas, com cãibras cortantes, como se o intestino estivesse a ser prensado, que melhoram pela pressão fortemente exercida.
Dores periumbilicais, angustiantes, que obrigam o paciente a dobrar-se em dois, como consequência directa de uma cólera, injúria, ingestão de coisas indigestas ou após ter apanhado frio.
Cólicas com ou sem diarreia. Apendicite. Volvo.
Diarreia que se segue à ingestão de bebidas e alimentos. Fezes gelatinosas, por vezes com sangue.

Necessidade frequente de urinar.
Forte dor no ovário esquerdo, obrigando a doente a dobrar-se em dois.

Cãibras nos membros.
Ciática com dor ao nível da anca, como se esta estivesse comprimida por talas de ferro. O doente deita-se sobre o lado dorido.
Ciática esquerda, que melhora pela flexão da perna, deitando-se sobre o lado dorido, pressão intensa e calor, agravando estendendo-se, ou pelo contacto, por mais leve que seja.


AGRAVAÇÃO: pela cólera, indignação, injúrias; à tarde ou à noite; estendendo-se; pelo queijo que agrava as cólicas.

MELHORA: ao dobrar-se em dois; pela pressão forte e dura; pelo calor.



 

DOLICHOS PRURIENS




Irritação nervosa da dentição.
Forte dor de garganta, logo em baixo do ângulo direito do maxilar inferior, como se um pedaço de madeira ou um alfinete aí estivesse espetado na vertical.

Prisão de ventre com distensão do abdómen e pruridos.
Hemorróidas com prurido intenso.
Prurido nocturno da hepatite.

Pruridos intensos, generalizados, que agravam à noite, ao coçar. A principal indicação deste produto homeopático é nos pruridos que não têm erupção – Fagopyrum é um medicamento utilizado no prurido com ou sem erupção.


AGRAVAÇÃO: à noite; pelo calor da cama; do lado direito.




DULCAMARA




Está mentalmente confuso, tem dificuldade em encontrar a palavra correcta para se exprimir, seja em que circunstância for.

Dor de cabeça reumatismal que sobrevem no tempo frio e húmido.
Nevralgias faciais causadas também por frio húmido.

Conjuntivite por humidade.

Dores de ouvidos que se mantêm durante praticamente toda a noite e que cessam de manhã. Impedem o sono e são consequência da exposição ao frio húmido.

Sede de bebidas frias.
Anorexia.
Diarreia precedida por dores periumbilicais, depois de ter apanhado frio num lugar húmido ou após a supressão repentina de uma erupção. Fezes aquosas, amarelas ou mucosas e escuras. Pela passagem do tempo quente ao tempo frio.
Diarreia com vómitos durante a evacuação.

Quando chove, o nariz fica entupido, seguindo-se-lhe abundante coriza.
Na passagem do calor ao frio húmido, tosse seca, rouca.

Incontinência de urina em tempo de chuva.
As regras são suprimidas pelo frio húmido.

Dores articulares que surgem repentinamente por mudança de tempo.
Lumbago depois de um resfriamento.
Reumatismo causado ou agravado por exposição ao tempo chuvoso, húmido, frio ou a uma mudança brusca de temperatura – do calor para o frio.
Reumatismo que alterna com diarreia.

A pele é delicada, extremamente sensível ao frio e está sujeita a inúmeras erupções, especialmente a urticária.
Urticária generalizada, sem febre, consequência do frio húmido. Quando o paciente coça, a erupção queima, agravando pelo calor e melhorando pelo frio.
Verrugas grandes e lisas, na face e nas mãos.
Problemas de pele que pioram estando descobertos.

Aumento do volume dos gânglios cervicais, axilares e inguinais, como consequência do tempo frio e húmido.


AGRAVAÇÃO: pelo frio em geral; pelo ar frio; ar frio e húmido; pelo resfriamento brusco do corpo quando se sua; à tarde; à noite; pelo repouso; pela supressão das regras; pelas erupções; na Lua minguante; no Outono.

MELHORA: pelo tempo seco; pelo calor em excesso; pelo movimento.

 

 

FERRUM METALLICUM




É um deprimido. Ansioso. Irritável. O menor ruído exaspera-o.
De mau humor, é quezilento. Enerva-se com facilidade e encoleriza-se à menor contradição, agravando pelo esforço mental.

Vertigem ao descer, com a impressão de estar num barco. Vertigem vendo a água correr. Vertigem quando atravessa uma ponte com água por baixo.

Cefaleia congestiva com batimentos que se assemelham a golpes de martelo. As dores são tão intensas que o obrigam a ficar deitado e tem aversão à comida e bebidas. Dura dois, três ou quatro dias, todas as duas ou três semanas.
Acessos de calor no rosto. Alternância brusca de palidez e rubor intenso.
Grande palidez da face. Acne da face.

As zonas vermelhas tornam-se brancas. Marcada palidez dos lábios, gengivas, língua e céu-da-boca.
Dor de dentes que melhora com água gelada.

Fome canina ou perda de apetite com repugnância pelos alimentos.
Só quer comer pão com manteiga. Não consegue comer mais nada.
Aversão aos ovos.
Vómitos depois das refeições, principalmente depois da meia-noite. Ingere os alimentos e abandona bruscamente a mesa para vomitar, voltando depois para comer de novo.
Diarreia que aparece principalmente à noite e que agrava depois de ter bebido ou comido. Fezes aquosas com alimentos por digerir.
Prisão de ventre com necessidades ineficazes. Fezes duras, difíceis, provocando dores.
Prolapso rectal das crianças. Prurido anal à noite.

Epistaxe de manhã quando se baixa.
Hemoptise pela manhã.
Tosse diurna, que melhora deitando-se, comendo.
Opressão como se o peito estivesse a ser comprimido, agravando pelo repouso e melhorando desde que o paciente caminhe lentamente.

Pulso cheio, mole, depressível.
Palpitações. Coração lento, mas muito rápido ao menor movimento.
Hemorragias de sangue vermelho brilhante que coagula com facilidade.

Regras avançadas, abundantes, longas. O rosto está vermelho e congestionado. Zumbidos. As regras interrompem-se durante dois ou três dias para reaparecerem em seguida. Regras pálidas como água, debilitantes.
Amenorreia com epistaxe, hemoptise.
Tendência ao aborto.
Insensibilidade feminina durante o acto sexual.

Lumbago com principal incidência nocturna, que faz com que o doente se levante e caminhe vagarosamente para aliviar.
Reumatismo do ombro esquerdo.


AGRAVAÇÃO: à noite; ao meio dia; repousando, particularmente sentado e sem se mexer; transpirando; no Inverno.

MELHORA: caminhando lentamente apesar de estar muito fraco; no Verão.




GELSEMIUM SEMPERVIRENS




O paciente Gelsemium deseja ficar sozinho, tranquilo, em paz. Prefere a solidão, não quer falar, e não suporta ninguém perto de si, ainda que em silêncio.
É sensível, nervoso, excitável, irritável.
Tem medo da morte e perdeu a coragem.
Tem sonolência e é preguiçoso. Há nele fraqueza, lassidão, torpor, embotamento e tremores por todo o corpo.
Lento, por vezes parece embrutecido.
Uma emoção súbita, um susto, medo ou má notícia desencadeia tremores, diarreia. A aproximação de qualquer acontecimento pouco habitual – ir ao teatro, um encontro, um exame – desencadeia diarreia.
Fica apreensivo quando tem que aparecer em público.
Depressão após insolação ou excesso de fumo. O calor do Verão provoca-lhe fadiga.
Convulsões com espasmos da glote. Histeria devida a onanismo.
Fraqueza e tremores da língua, das mãos, das pernas.
Insónia por emoção, medo, apreensão ou susto. Insónia dos intelectuais.
As crianças têm medo de cair. Agarram-se ao berço ou à mãe e gritam.

Febre com prostração muscular, dor de cabeça, catarro no nariz e no peito. Desejo de repouso absoluto, torpor e ausência de sede.

Padece de vertigem com diplopia, visão obscurecida, perda da visão, por efeito do fumo do tabaco. O doente parece um cego quando se quer movimentar.

Dor de cabeça com sensação de peso, que começa na região occipital para depois se fixar na região frontal, com sensação de uma tira que aperta acima dos olhos. Agrava pelo calor do Sol e melhora deitado com a cabeça alta.
O couro cabeludo está dorido, sensível ao toque.
Enxaqueca que é precedida por perturbações da visão, seguida de depressão e tremores, com abundante emissão de urina, que melhora o paciente.
O rosto está vermelho e quente. A expressão é algo embrutecida.

O doente só com muita dificuldade consegue abrir os olhos. As pálpebras estão pesadas.
Uma pupila está dilatada, enquanto que a outra está contraída.
Visão dupla. Dores nos globos oculares. Inflamações serosas intra-oculares.

A língua apresenta-se espessa, de tal modo, que mal consegue falar. Quando a mostra, está trémula.
Não tem sede. Calafrios sem sede.
Sente uma necessidade urgente em evacuar logo que se assusta, recebe uma má notícia ou tem uma emoção.
Febres biliosas.

Afonia que surge por emoção, susto ou má notícia.

Quando em repouso o pulso é lento, mas se se movimenta acelera. Pulso lento dos velhos.
Tem a sensação de que vai ter uma paragem cardíaca se não se movimentar.
Palpitações por emoção, susto ou má notícia.
Por vezes, tem a sensação de ir desmaiar. Tal facto, faz com que se levante e caminhe.

Emissões nocturnas involuntárias de sémen, sem erecção.

Após enxaqueca, tem emissões de urina límpida.
Regras atrasadas e pouco abundantes. Dores agudas, como as dores de parto, na região uterina que irradiam às costas e quadris.
Afonia ou rouquidão durante as regras. Dor de garganta após as regras.

Os membros estão fracos e tremem. Os movimentos são descoordenados, os músculos não obedecem à vontade do doente.

Sarampo.


AGRAVAÇÃO: pelo tempo húmido; pelo nevoeiro; pelo calor do Sol; no Verão; antes de uma tempestade; por emoção, susto ou má notícia; às dez horas da manhã; ao pensar nos seus padecimentos ou quando alguém lhe fala neles; pelo fumo do cigarro.

MELHORA: ao ar livre; pelo movimento contínuo; pelos estimulantes; após uma micção abundante.



 

GRAPHITES




O doente Graphites é apático, tímido, inquieto, hesitante. Chora sem motivo. A música faz com que chore.
Desencorajado, pensa continuamente na morte.
É excessivamente prudente, tem o desejo da perfeição.
Friorento, triste, indeciso, impressionável, com a sensibilidade à flor da pele. É indiferente e a sua memória está afectada. Tem dificuldade em tomar decisões.
Nenhum trabalho o satisfaz, qualquer actividade causa-lhe desagrado. Não consegue estar quieto, principalmente quando está sentado no trabalho.
Estado de catalepsia: o paciente está consciente mas não pode mexer-se nem falar.
As crianças são traquinas e imprudentes. Riem e zombam quando as repreendemos.

Sensação de teia de aranha na fronte.
Dores de cabeça quando acorda de manhã, com sensação de entorpecimento e náuseas, agravando à esquerda.
Dor no occipício, com sensação de aperto, que se estende ao pescoço e peito.

As pálpebras, em especial de manhã, estão inchadas e colam-se. Fotofobia. As suas margens estão inflamadas, com os bordos cobertos de escamas ou crostas.
Blefarite. Eczema das pálpebras, com erupção exsudativa e fissurada.

Tem erupções atrás dos ouvidos. Estas erupções são húmidas.
A audição é deficiente, o paciente ouve melhor no meio do barulho, quando há ruído. Ouve melhor num automóvel, no meio de ruídos surdos.

Eczemas que circundam a boca e os lábios.
Os lábios e as narinas estão doridos e gretados como pelo efeito do frio.

Vesículas queimantes na ponta e na parte inferior da língua.
Tem aversão aos doces e à carne, alimentos que lhe causam náuseas. Não gosta de bebidas quentes e os alimentos cozidos causam-lhe repugnância.
Flatulência gástrica aliviada por vómitos.
Dores de estômago ardentes, compressivas. Ardência do estômago derivada da fome.
O abdómen está distendido e o doente sente necessidade de desapertar as roupas.
Prisão de ventre crónica. As fezes são difíceis de expulsar por serem volumosas, grandes e duras e estão ligadas por filamentos viscosos.
Diarreia que ocorre normalmente após supressão de uma erupção, com fezes líquidas e escuras, de odor pútrido, misturadas com alimentos que não foram totalmente digeridos.
Tem dores picantes no ânus que agravam depois de cada evacuação. Pruridos que também agravam à noite. Hemorróidas ardentes.

Sensação de frio no corpo. É sensível às correntes de ar. Resfria-se com facilidade.
O nariz está vermelho e tem dores no seu interior, custando-lhe a assoar-se.

Anemia com vermelhidão da face.

Aversão ao coito nos dois sexos.
Fraqueza sexual devida a abusos, excessos sexuais.
Quando urina, esta é clara. Depois de algumas horas fica coberta de uma película que se torna turva deixando um depósito branco.
Eczema do escroto que apresenta erupções do tipo viscoso.
As regras atrasadas, são pouco abundantes, pálidas, muito curtas e acompanhadas de cólicas violentas.
Retardam quando a doente molha os pés.
Vómitos matinais durante as regras, com fraqueza e prostração.
Por vezes, uma leucorreia abundante, esbranquiçada, viscosa e escoriante, substitui-as. Esta, agrava de manhã quando a doente se levanta.
Leucorreia antes e depois das regras, escoriante, provocando a irritação das coxas e pruridos. Prurido da vulva antes das regras.
Os mamilos estão doridos, fissurados. Cancro dos seios em cicatrizes antigas e abcessos de repetição. Cancro do útero.

A pele é doente. Qualquer ferida, mesmo pequena, supura. Crostas escamosas sob as quais escorre um líquido transparente como água, viscoso, pegajoso e espesso podendo apresentar-se amarelado, assemelhando-se ao mel claro.
Velhas cicatrizes abrem-se de novo.
Eczemas exsudantes: do couro cabeludo, das pálpebras, na parte de trás dos ouvidos, nos lábios, queixo, dobra de flexão dos membros superiores e inferiores, nos genitais, localizados entre as coxas, nádegas, dedos e tornozelos.
A pele das mãos é dura, gretada. As unhas doridas, são quebradiças, deformadas e espessas, crescendo grossas e disformes.


AGRAVAÇÃO: à noite, principalmente antes da meia-noite; durante e após as regras; pelo calor da cama.

MELHORA: na obscuridade; cobrindo-se.




HEPAR SULFUR




Manifesta uma irritabilidade extrema. Qualquer pequena coisa o irrita, aborrecendo-se com facilidade.
Triste e deprimido, especialmente à noite, amua com frequência. Rabugento e discutidor. Fala de forma viva e precipitada, rápida.
Tem uma hipersensibilidade marcante: à dor, ao frio, ao mais leve contacto. A sua sensibilidade ao ar frio é tal, que afirma sentir a existência de uma porta aberta num aposento vizinho àquele em que se encontra.
É um hipocondríaco, que apresenta sinais de ansiedade.
As correntes de ar são-lhe insuportáveis.

As dores que apresenta não são proporcionais aos males que as causam. São dores terríveis, agudas, picantes, como se agulhas estivessem a ser enterradas na carne.

As secrecções e excrecções são abundantes, fétidas, com odor de queijo velho.
Nos casos em que a supuração é inevitável, a sua acção faz com que o abcesso abra, acelerando-se assim a cura, podendo caso contrário, fazê-lo abortar.

Os globos oculares são sensíveis ao toque. Doenças purulentas dos olhos. Queratite. Conjuntivite.

O lábio superior está inchado, demarcando-se notavelmente do inferior. A parte média do lábio inferior está fissurada.
Bebe rapidamente.
A faringe de cor avermelhada apresenta dores que parecem provocadas por um pedaço afiado de madeira, por uma espinha de peixe. Estas, irradiam ao ouvido.
As crianças padecem de diarreia com fezes brancas ou de cor de argila, fétidas.
Evacuações difíceis.

Resfria-se com facilidade. Corrimento nasal de cor amarelada, cheirando a queijo velho, ficando o nariz obstruído quando o doente apanha ar frio. Estes sintomas melhoram num aposento ou lugar quente.
No princípio da supuração, amigdalite aguda. Hipertrofia crónica das amígdalas com audição deficiente.
Tosse seca, contínua, por comichão na garganta, agravando quando o paciente inspira ar frio e descobrindo-se.
Tosse crupal depois da meia-noite com opressão. Após exposição ao vento seco de Oeste. Tosse sempre que alguma parte do corpo não está agasalhada.
Asma com respiração ansiosa, sibilante, com estertores. A inspiração é curta, sufocante e o paciente vê-se obrigado a sentar-se e a atirar com a cabeça para trás. Asma que surge depois da supressão de uma erupção.
Bronquite. Expectoração viscosa, mucopurulenta, de mau odor do tipo queijo velho.

Custa-lhe a urinar. A urina demora a sair e segue um trajecto quase vertical. Sai lentamente e sem força. Tem a sensação de nunca terminar de urinar, que fica sempre alguma urina na bexiga.

Leucorreia abundante, irritante, cheirando a queijo. O odor é tão intenso que fica impregnado nas roupas íntimas.

A pele é doente e extraordinariamente sensível ao frio. Qualquer ferida supura e tem uma enorme dificuldade em sarar. O paciente tem necessidade de estar tapado, agasalhado.
É também muito sensível ao toque, não suportando o menor contacto nas regiões afectadas.
Erupções sensíveis ao contacto, que sangram quando coçadas.
Suores abundantes, quer de noite quer de dia, ácidos, que aparecem ao menor esforço físico ou mental.


AGRAVAÇÃO: pelo frio; no Inverno; pelas correntes de ar frio; pelo vento seco e frio; estando descoberto; ao beber ou comer coisas frias; pelo contacto com as regiões doridas ou doentes; estando deitado sobre o lado dorido.

MELHORA: pelo tempo húmido e chuvoso; pelo calor; usando roupas quentes; agasalhando-se; depois das refeições.



 

IGNATIA




Depressão que se instala após mágoa, contrariedade ou esgotamento nervoso. Após amor não correspondido. Há um esgotamento físico e mental que floresceu por via de uma mágoa longamente implantada. Chora por tudo e por nada. Pesar silencioso.
É inconstante, tem falta de poder de decisão, impaciente e quezilento. A menor contradição, crítica ou contrariedade, encoleriza-o, facto de que se arrepende em seguida.
O seu humor é subtil e a consciência moral refinada.
O paciente está angustiado, não consegue falar, exprimir-se com a clareza necessária. Desejo de solidão.
Suspira de forma involuntária e tem uma sensação de vazio, de fraqueza na boca do estômago. Boceja constantemente. Bocejos violentos.
O seu humor é mudável, caprichoso, passa bruscamente da maior das tristezas à maior das alegrias, num abrir e fechar de olhos do riso às lágrimas. Quando está de bom humor, pode dizer-se que o seu estado geral é bom, mas qualquer emoção o afecta e agrava. Ofende-se com facilidade.
Espasmos ou convulsões originadas por medo ou por outras emoções.
Insónia por pesar e contrariedades.
Aversão ao fumo do cigarro. Não suporta fumar ou estar num local com fumo.

Hipersensível à dor.
Dores vivas que ocorrem em pequenas superfícies bem delimitadas e retornam sensivelmente à mesma hora. São erráticas, contraditórias, paradoxais.
Doenças que aparecem depois de más notícias, mágoas duradouras, vexações e mortificações. Problemas que surgem sempre à mesma hora.

Febre sem sede, que agrava estando coberto.
O paciente tem sede e a face vermelha durante os calafrios, melhorando pelo calor externo.

Dor de cabeça congestiva, pressiva, em regra só de um lado, que melhora desde que deitado sobre o lado doloroso e termina sempre por abundante emissão de urina. O paciente tem a sensação como se um prego estivesse enterrado na parte lateral do crânio.
Enxaqueca que tem a sua origem em determinados odores, nomeadamente pelo fumo do cigarro.
Suores faciais, numa parte do rosto bem delimitada, enquanto come.
A cor do rosto modifica-se no estado de repouso.

Sensação de aperto faríngeo, como se uma bola subisse e a estrangulasse, agravando por qualquer emoção ou contrariedade. Globus histericus.
Sensação de fome com notável fraqueza ao nível da boca do estômago, que não melhora comendo.
Náuseas que melhoram ao comer.
Dispepsia paradoxal. O doente ingere uma refeição indigesta ou pesada e sente-se bem, enquanto que uma refeição leve ou de regime o deixam marcadamente doente.
Dor aguda quando defeca, acentuando-se no caso das fezes serem moles. Queda do recto.
Hemorróidas dolorosas que melhoram caminhando. Saem com as fezes, havendo que fazer com que reentrem.
Diarreia de carácter emotivo, por contrariedade, medo, mágoa ou emoção.
Prisão de ventre em viagem, com necessidade imperiosa de defecar.

Tosse seca, em espasmos. Quanto mais tosse, mais vontade tem de tossir.

Desejo sexual com impotência.
Frigidez e esterilidade.

Taquicardia como consequência de emoções, medo, mágoas ou contrariedades.


AGRAVAÇÃO: pela mágoa e emoções; pelo frio; pelo contacto; pelos odores violentos; pelo fumo do tabaco; pelo café; pelo álcool.

MELHORA: pelo calor; pela pressão forte; caminhando; engolindo.




IODUM




Iodum está sempre preocupado. Inquieto e ansioso.
Grande fraqueza. Falta-lhe a respiração quando sobe escadas.
Tem pressentimentos de que algo muito desagradável lhe vai acontecer. Está sempre à espera de catástrofes e más notícias.
Agita-se incessantemente. Não consegue estar quieto, muda de um lugar para outro constantemente.
Está sempre com calor.
Marasmo infantil.

Aftas e ulcerações da mucosa bucal.

Não consegue saciar a sua fome, que o persegue continuamente. Deve comer quase todas as horas. Caso não coma, fica irascível, irritado, ansioso. Melhora enquanto come, depois de comer, com o estômago cheio.
Apesar de comer muito e com uma constância anormal, emagrece de forma visível e progressiva. Perde constantemente peso.
Diarreia que o fatiga, cor de leite, espumosa e gordurosa, que agrava de manhã e depois de ter bebido leite.
Prisão de ventre. Quer fazer mas não consegue, melhorando quando bebe leite frio.

Coriza seca no interior dos edifícios. Ao ar livre, corrimento aquoso, ardente.
Rouquidão com dor na laringe.
Tosse seca, rouca, crupal, que agrava no tempo húmido e quente.
Pneumonia que se alastra rapidamente.

Ao menor exercício tem palpitações. Sensação de aperto no coração, como se estivesse comprimido por uma mão de ferro.
Ansiedade precordial, que faz com que o paciente mude constantemente de posição.

Dor no ovário direito.
Fraqueza durante as regras.
Leucorreia crónica, abundante, mais abundante no momento das regras, irritante, corrosiva. A roupa íntima chega a ficar queimada.
Seio atrofiado com pontos duros.
Vómitos da gravidez.
Cancro do colo do útero. Dores abdominais cortantes.

Hipertrofia e endurecimento das glândulas, nomeadamente, tiróide, glândulas mamárias, dos ovários, testículos, útero, próstata, gânglios linfáticos sobretudo do pescoço.


AGRAVAÇÃO: pelo calor; num quarto ou aposento quente; estando demasiadamente agasalhado ou coberto; agasalhando a cabeça; pelo tempo húmido; pela tempo húmido quente.

MELHORA: ao ar frio; lavando-se com água fria; caminhando; comendo.




KALI CARBONICUM



É um indivíduo extremamente esgotado. Não consegue trabalhar.
Tem medo da morte. Medo de fantasmas. 
Tem medo de ficar sozinho. Grande aversão à solidão.
Está sempre a tremer de frio, pelo que tem um medo imenso das correntes de ar.
Não suporta que lhe toquem. Tocar-lhe sobressalta-o, sobretudo nos pés.

Dores agudas, lancinantes, que agravam pelo frio e das duas às três horas da manhã. Pontadas em qualquer parte do corpo, sobretudo na região inferior direita do peito.

Odontalgia ao comer, agravando pelo contacto frio ou quente. Piorreia.

Inchação das pálpebras superiores, como pequenos sacos cheios de água.
O ângulo interno da pálpebra superior apresenta-se inchado.
Os olhos ficam fracos depois do acto sexual.

A garganta está seca. De manhã está repleta de mucosidades aderentes, difíceis de expelir.
O paciente tem a sensação de que uma espinha de peixe está enterrada na faringe.
Flatulência em excesso. Tudo o que come e bebe parece transformar-se em gás.
Náuseas constantes que agravam deitado ou após emoção.
Congestão hepática e icterícia. Dispepsia dos velhos.
Sensação de angústia no estômago. Tem a sensação de que o estômago está cheio de água.
Distensão abdominal que surge depois das refeições. Sensação de que o estômago vai explodir.

Tosse seca, sufocante, que surge das duas às três horas da manhã, com repetições a cada meia hora.
Tosse com expectoração purulenta, em glóbulos, difícil de expelir.
Dores violentas no peito, como se desferidas por um canivete ou objecto cortante no terço inferior do pulmão direito.
Bronquite crónica purulenta.
Asma das duas às três horas da manhã. O paciente melhora sentado, corpo inclinado para a frente e os cotovelos sobre os joelhos ou balançando-se.
Prisão de ventre. Fezes difíceis, com dor picante, precedidas de uma ou duas horas de cólicas.

O coração é fraco. O doente tem a impressão de que está suspenso por um fio.
Palpitações.
O pulso é pequeno, irregular e fraco.
Ansiedade cardíaca, que agrava das duas às três horas da manhã. O paciente inclina-se para a frente e apoia os cotovelos nos joelhos.
Epistaxe que surge pela manhã, depois de ter lavado o rosto.

Micções frequentes durante a noite, com dificuldade em esvaziar a bexiga.
Fraqueza após acto sexual.
Regras irregulares, irritantes e de odor desagradável.
Dores lombares durante a gravidez.
Baforadas de calor da menopausa.

Fraqueza e suores abundantes e frios ao menor exercício, na execução do trabalho. Lumbago após exercício. Por vezes, quando caminha, sente uma necessidade imperiosa de se deitar.
      

AGRAVAÇÃO: das duas às três horas da manhã; ao ar livre; pelo frio e no tempo frio; lavando-se com água fria; estando deitado do lado esquerdo ou do lado dorido; depois das refeições; repousando, em particular deitado; depois do acto sexual.


MELHORA: pelo tempo quente; durante o dia; inclinando-se para a frente.




LACHESIS




Em Lachesis há uma loquacidade fora do comum, que se acentua da parte da tarde. Quer estar sempre a falar, o que faz de forma precipitada, com as ideias e temas atropelando-se. Pronuncia muitas vezes palavras que nada têm a ver com a conversação do momento.
Delírio loquaz.
Está triste e deprimido quando acorda. Alternância de depressão e excitação.
Indolente e irritável. Intuitivo.
Mania do tipo religioso, especialmente na mulher.
Tem medo de dormir.
É um indivíduo ciumento. O ciúme não tem justificação e a desconfiança estende-se a todos os que o cercam no perímetro das suas relações. Infidelidade conjugal e aversão ao casamento.
Tem um sono agitado e o seu psiquismo agrava depois de ter dormido. À noite fica acordado durante bastante tempo e fala sem parar.
Sonolência após as refeições.
Sonha com a sua própria morte e com a dos entes que perdeu.
Grande esgotamento físico e mental. Tem a impressão que perde o conhecimento, tal é a sua fraqueza. Fraqueza com tremores generalizados que agravam de manhã.
As vestes apertadas são-lhe absolutamente insuportáveis. Não suporta colarinhos, gravatas, cintas, roupas justas. Até as roupas de cama lhe são insuportáveis, enervam-no.
Tanto o frio quanto o calor em excesso causam-lhe fadiga.

Epilepsia durante o sono, devida a onanismo ou à perda de líquidos vitais.

Dores queimantes, constritivas, pulsáteis, que agravam pelo sono, pelo calor da cama e à esquerda.

Febre intermitente durante a estação da Primavera. Há uma alternância bem marcada de calafrios e ondas de calor, com suores quentes.

Dores de cabeça com náuseas. Há uma pressão acentuada sobre o alto da cabeça com pontadas na raiz do nariz. Estas dores agravam ao despertar e do lado esquerdo.
Cefaleia pressiva e ardente ao nível do vértice, depois ou durante a menopausa.
Depois de ter executado um qualquer trabalho mental há um notável afluxo de sangue à cabeça.
Nevralgia facial esquerda.

Sensação de que os olhos estão puxados para trás.

O lábio inferior está lívido, parecendo estar coberto de verniz brilhante azulado.
Paresia da língua que está sempre colocada do lado esquerdo da boca, treme e acomoda-se nos dentes inferiores.
Dor de garganta do tipo agudo, com agravação esquerda, depois de ter dormido, e irradiação ao ouvido esquerdo, deslocando-se do lado esquerdo para o direito.
A mucosa faríngea tem uma cor escura. Sensação de aperto, de estrangulamento na garganta.
Os alimentos sólidos são melhor deglutidos do que os líquidos.
O estômago é extraordinariamente sensível. Basta tocar-lhe para que fique dorido, sentindo o paciente necessidade de desapertar ou de qualquer modo alargar as roupas.
O abdómen está distendido, é sensível, não suportando o contacto das roupas. As regiões mais afectadas são o fígado e o ceco.
Tem a invulgar sensação de que o ânus está fechado. Prisão de ventre por inactividade rectal, com muita vontade de evacuar. Sensação de constrição do esfíncter.
Fezes fétidas.
Hemorragias intestinais com coágulos de sangue decomposto.
Hemorróidas lívidas e azuladas com dores e latejos no ânus e recto, a cada evacuação.

Coriza aquosa que surge na sequência de uma dor de cabeça, fazendo extinguir esta.
Deita-se e a respiração parece parar. Sensação de sufocação que agrava estando deitado e o obriga a sair da cama e a procurar uma janela para inspirar profundamente. Sufocação brusca logo após acordar, desejando ardentemente ar, ser abanado, mas lentamente e à distância. Tem necessidade frequente de inspirar profundamente.
Custa-lhe a respirar quando põe qualquer agasalho ou protector na frente da boca.
O pescoço não pode nunca estar apertado, seja com o que for.
Anginas que começam à esquerda, estendendo-se ao lado direito. Difteria.
A laringe é sensível ao toque. O mais ligeiro contacto produz tosse.
Tosse seca, dilacerante, durante o sono. A tosse é acompanhada de perturbações cardíacas e dores no ânus.

Fraqueza cardíaca, que na menopausa faz a doente desmaiar ou ficar à beira do desmaio. Tosse dos cardíacos.
Sensação de aperto cardíaco acompanhado de baforadas quentes, suores e sufocação.

Antes das regras tem vertigens, necessidade de ar livre e dores no ovário esquerdo. As regras são regulares, curtas, pouco abundantes, com sangue escuro na forma de coágulos e podem produzir cãibras que se deslocam do lado esquerdo para o direito. As dores melhoram pelo fluxo menstrual. Normalmente sente-se melhor durante as regras.
O útero apresenta-se muito doloroso ao toque. A doente tem a sensação de que o colo do útero está aberto.
Perturbações da menopausa. Mulheres que a partir da idade crítica nunca mais tiveram saúde, que deixaram de se sentir bem. Afecções uterinas.

A pele de Lachesis é seca e a sua sensibilidade não lhe permite suportar contactos, mesmo que leves. Faz equimoses espontâneas.
Úlceras dolorosas e abcessos. Úlceras varicosas de margens azuladas que sangram com facilidade. Furúnculos.
Púrpura hemorrágica.


AGRAVAÇÃO: na Primavera; pelas mudanças de tempo; pelas temperaturas extremas; quando o tempo muda de frio para calor; pelo calor; vento quente; Sol; bebidas e aplicações quentes; pelos ácidos; álcool; quinino; depois de acordar, de manhã; à esquerda; deitando-se do lado esquerdo; pelo toque ou contacto.

MELHORA: ao ar livre; de janela aberta; durante as regras; depois de ter tido um corrimento.



LUESINUM

       Ver SYPHILINUM

 

 

 

 

 

LYCOPODIUM




Tem horror às pessoas. Não quer conversar, mas também não quer ficar sozinho. É o tipo de pessoa que gosta de ficar só, mas com alguém por perto, na sala contígua. Medo da solidão com irritabilidade e melancolia.
É inteligente.
Muito irritável. Não suporta ser contraditado. Melindra-se facilmente. É avarento, malicioso.
Tem um péssimo humor ao despertar. Discutidor, quezilento.
Crises de cólera que podem surgir por meras futilidades. Encoleriza-se por tudo e por nada, perdendo por completo o controlo. Nestas alturas dá pontapés nas coisas e grita. É violento nas expressões que utiliza. Rancoroso.
A cólera, medo, mágoa ou vexação reprimidas podem desencadear transtornos vários.
A sua memória está fraca. Numa conversa não encontra a palavra certa para se expressar. Tem dificuldades de entendimento e no trabalho.
Chora com facilidade, sempre que lhe agradecemos ou encontra um velho amigo.
Parece ter mais idade da que realmente tem.
O bebé chora e grita durante o dia e dorme de noite. A criança apresenta um aspecto envelhecido, magro e definhado, em que a cabeça tem um desenvolvimento normal, contrariamente ao que acontece com o corpo.

Dores agudas, do tipo pressivas e que agravam das 16 às 20 horas. As dores têm uma lateralidade direita predominante ou deslocam-se da direita para a esquerda e incidem fundamentalmente na garganta, peito, abdómen, fígado e ovários.

Febre com sensação de frio gelado, que aparece entre as dezasseis e as dezassete horas, seguida de sensação de ardor entre os ombros. Suores generalizados, com especial incidência ao nível do peito.

O rosto é pálido, amarelado e tem manchas amareladas na região temporal. Rugas profundas.
A cabeça lateja após cada paroxismo de tosse.

As pálpebras avermelhadas estão ulceradas. O paciente tem olheiras.
Só vê a metade esquerda dos objectos, principalmente com o olho direito.

A língua apresenta-se seca, branca ou esbranquiçada, com vesículas na ponta.
Piorreia.

Fome intensa que é saciada com pequenas quantidades de alimento. O paciente com bom apetite, sente-se satisfeito, não obstante tenha comido pouco.
Fome de noite com sensação de fraqueza. Fome enquanto caminha.
Fome canina, quanto mais come mais fome tem. Se não comer começa a doer-lhe a cabeça.
Os alimentos têm um gosto ácido, amargo.
Arrotos incompletos, que produzem ardor na faringe. Náuseas e vómitos pela manhã.
Distensão abdominal com ruídos como consequência da acumulação excessiva de gases. Esta distensão é aliviada pela expulsão dos mesmos. Fermentação abdominal com dores que obrigam o doente a dobrar-se em dois, em especial ao nível do baixo-ventre.
Sensação de peso no hipocôndrio direito que o impossibilita de se deitar desse lado.
Fígado sensível e dorido.
Prisão de ventre crónica. As necessidades não produzem efeitos, as fezes são duras, pequenas, arenosas e difíceis de evacuar.

Angina, pior à direita e que evolui para a esquerda com sensação de estrangulamento ou aperto. O paciente não consegue engolir. A dor agrava pelo sono e melhora com bebidas quentes.
Na difteria a membrana vai da amígdala direita para a esquerda, ou desce do nariz para a direita, agravando depois de ter dormido ou pelas bebidas frias.
O nariz está entupido. A criança tem muita dificuldade em respirar à noite, esfregando o nariz durante o sono e de manhã logo que acorda.
O nariz tapa-se durante a noite, o que faz com que o paciente respire pela boca.
Movimento de batimento das asas do nariz.
Pneumonia negligenciada ou mal tratada a que não se consegue pôr fim, sobretudo da base direita e em especial quando tudo faz temer uma tuberculose.
Tosse irritante que agrava à noite e causa dores, latejos na cabeça.
A expectoração é espessa, acinzentada e salgada.

Urina em que se constata um depósito de areia vermelha. Depósito visível nas fraldas das crianças.
A criança grita antes de urinar, mas melhora durante a micção.
Dores do dorso que melhoram pela micção. Cólica nefrítica do lado direito.
No fim da micção surge um arrepio generalizado.
Diminuição da ureia.
Impotência dos jovens como consequência de onanismo e excessos sexuais. O pénis é pequeno, está mole e frio.
Erecções incompletas dos velhos com marcante desejo sexual.
O paciente adormece durante o acto sexual. Ejaculação precoce.

Secura vaginal. Sensação de ardor na vagina durante e depois do acto sexual. Emissões de gás pela vagina.
Por cada evacuação de fezes os genitais sangram.
O feto muda constantemente de lugar no ventre materno.
Antes das regras, a paciente Lycopodium está triste e apresenta prurido vulvar. As regras são atrasadas e longas, com dor no ovário direito.
Amenorreia provocada por susto.

Dores intensas nas costas e nos membros, que aparecem de forma súbita e desaparecem do mesmo modo, agravando à direita, das dezasseis às vinte horas, melhorando descobrindo-se.
Hérnia inguinal, em especial do lado direito.
Um pé está frio e o outro está quente.

A pele tem uma tonalidade amarelada. Está enrugada, envelhecida.


AGRAVAÇÃO: lado direito; do lado direito para o lado esquerdo; da frente para trás; deitado do lado direito; a maior parte dos problemas das 16 às 20 horas; por aplicações quentes.

MELHORA: pelo movimento; depois da meia-noite; por alimentos quentes; pelo frio; caminhando ao ar livre; não cobrindo a cabeça; descobrindo-se.


 

 

MEDORRHINUM




É uma pessoa excessivamente nervosa, ansiosa, esgotada. Tem sobressaltos ao menor ruído. Não fala sem chorar.
Agitado, precipitado. Apressa-se tanto que chega a ter dificuldades em respirar e fica logo fatigado.
Irritável, impaciente. Irrita-se com bagatelas.
A sua memória é fraca, não se lembra de nomes ou palavras. Chega a esquecer o nome dos seus melhores amigos e o seu próprio nome. Tem dificuldades em escrever correctamente, mesmo palavras comuns. Não consegue manter uma conversação coerente, perdendo-lhe o encadeamento.
Procura estar sempre ocupado.
A tristeza apodera-se dele durante o dia, melhora à tarde e alegra-se à noite.
Prevê a sua morte. Tem pressentimentos que muitas vezes se concretizam.
Está profundamente esgotado, esgotamento que agrava ao despertar. Há uma perda considerável da energia vital. Sensação de tremores internos.
Tem a sensação de que o tempo passa muito lentamente.
Os padecimentos agravam sempre que pensa neles.

Tem nevralgias agudas, erráticas, que aparecem e desaparecem de modo brusco e agravam durante o dia, especialmente na parte da manhã, melhorando no tempo húmido e junto do mar.

Dor intensa e ardente que agrava ao nível do cerebelo e se estende pela coluna vertebral.
Sente a cabeça pesada.
Dores de cabeça e diarreia como consequência de viagem em automóvel.
Enxaqueca que melhora à beira mar.

Impressão dos olhos estarem projectados para a frente.

Gosto de cobre na boca.
Tem sempre uma fome intensa, mesmo depois de ter tomado as refeições. Sede intensa.
Grande desejo de licores, que antes detestava. Desejo de doces, sal, cerveja, ácidos, laranjas, frutos verdes.
Náuseas.
Arrotos que cheiram a ovos podres.
Soluços.
Dores do fígado e do baço que melhoram deitado de bruços.
Prisão de ventre. Para evacuar tem necessidade de se inclinar para trás e tem dores que o fazem chorar. As fezes são difíceis de expulsar e são argilosas.
Inércia e espasmos intestinais com fezes que se assemelham a bolas.
Dores que parecem produzidas por agulhas no recto. Exsudações pútridas do ânus com cheiro de peixe em salmoura. Prurido do ânus.

Asma que surge ao menor esforço. O paciente inspira facilmente, mas não consegue expirar. A laringe está de tal forma bloqueada que o ar não passa.
A criança asmática alivia quando deitada sobre o ventre e põe simultaneamente a língua de fora.
Asma que obriga o doente a ajoelhar-se apoiando o peito sobre a cama ou sobre uma cadeira ou banco.
Sensação dolorosa da laringe que parece ulcerada.
Tosse seca, dolorosa, profunda, que agrava à noite, pelos doces, deitando-se e melhora deitando-se sobre o ventre.
Tuberculose incipiente. Dores ao nível dos lobos medianos.

À noite, incontinência de urina. Urinas abundantes, amoniacais.
Dor na região renal que melhora urinando. Cólica nefrítica. Dor uretral intensa, dando a sensação que o cálculo está a passar.
Impotência.

Regras abundantes, em coágulos, muito escuras, que tingem a roupa íntima e são difíceis de lavar. Dores violentas, terríveis, de falso parto, que obrigam a doente a fixar os pés com firmeza na barra do leito.
Prurido intenso da vagina.
Na menopausa, metrorragia que dura semanas.
Seios frios, gelados, dolorosos e sensíveis ao contacto.
Leucorreia tipo albumina, irritante, com cheiro de salmoura.

Dores entre as omoplatas.
A coluna vertebral é muito sensível, dorida ao toque, em especial ao nível das vértebras lombares.
Dores artríticas e reumatismais como consequência de uma blenorragia suprimida
Reumatismo do ombro e do braço, com dores que irradiam aos dedos e agravam pelo movimento.
Rigidez dolorosa de cada articulação do corpo. Deformação das articulações dos dedos que ficam grossas, inchadas.
Dores das pernas da anca ao joelho quando o paciente caminha. Sente as pernas pesadas como chumbo, o que torna penosa a marcha.
As pernas e os pés são agitados por dores que impedem o paciente de estar tranquilo. À noite essas dores impedem-no de dormir. Agitação intensa e movimento contínuo das pernas e dos pés.
Dores muito intensas das pernas e pés durante uma tempestade.
Extremidades frias.
Ardor das mãos e dos pés.
Sensibilidade dos calcanhares. Cãibras ao nível da planta dos pés. Entorses fáceis dos tornezelos.
Manchas amareladas nas mãos.
Verrugas pequenas, pedunculadas.
Pruridos.


AGRAVAÇÃO: durante o dia, da aurora ao crepúsculo; especialmente na parte da manhã; pelo calor, cobrindo-se; na montanha; durante um temporal; ao menor movimento; pelos doces; ao pensar nos seus padecimentos.

MELHORA: à noite; junto do mar; deitado sobre o ventre; no tempo húmido.




MERCURIUS SOLUBILIS




Tem preguiça mental. Demora a responder às perguntas que lhe são feitas. Há nele uma marcada lentidão.
Sente uma grande fraqueza e tremores quando faz um esforço por mais pequeno que seja, com agravação depois das dezoito horas e após evacuação. As mãos tremem-lhe quando escreve, quase o impossibilitando de o fazer.
Fala rapidamente, de modo precipitado.
Durante o sono, a saliva abundante escorre para o travesseiro.
      
Fotofobia. Custa-lhe a enfrentar a luz brilhante.

Corrimento do ouvido. Espesso, fétido, irritante, amarelo esverdeado, sanguinolento, com dor dilacerante, que agrava à noite pelo calor.

Hálito nauseabundo. Gosto metálico na boca. A saliva é abundante, filamentosa, fétida, de sabor metálico, cúprico.
Dores de dentes cariados. Dores de dentes pulsáteis, dilacerantes, violentas e rápidas, que agravam no tempo húmido, pelo calor da cama, pelos alimentos e bebidas frios ou quentes e melhoram massajando a face. Cáries das coroas, mantendo-se em perfeito estado as raízes. Nevralgia facial por efeito da obturação dos dentes.
Gengivas que sangram facilmente. Ulceração das gengivas. Salivação abundante.
Sede intensa de bebidas frias, com a língua que parece húmida e uma salivação abundante.
A língua está inchada, tem as marcas dos dentes e está coberta de uma camada de tonalidade amarelada. Dorida com ulcerações.
Náuseas de manhã.
Icterícia. Fígado inerte; secrecção deficiente de bílis.
Prisão de ventre. Vai à casa de banho mas não consegue evacuar ou evacua muito pouco.
Diarreia que surge na Primavera e no Outono, quando os dias estão quentes e as noites frias. As fezes são aquosas, esverdeadas, por vezes sanguinolentas. Quanto mais sangue houver, mais o medicamento está indicado. Tem a sensação de que não conseguiu esvaziar o intestino.

As narinas estão irritadas e ulceradas.
Coriza aguda, aquosa e profusa. Coriza crónica, espessa e amarelada. Ardente, irritante e corrosiva, agrava à noite e no tempo húmido. Espirros e olhos vermelhos e inchados.
Ulcerações da garganta.
Amigdalite supurativa. Desejo constante de engolir, mas dores agudas quando o faz. Difteria. As anginas, amigdalites e difteria, são acompanhadas de uma salivação abundante, de mau odor.
Laringite aguda. Tosse rouca com muita comichão na laringe.
Tosse seca, espasmódica, esgotante, que agrava à noite e pelo calor da cama. O paciente não se consegue deitar sobre o lado direito.
Bronquite aguda, com expectoração amarelada, mucopurulenta.
Dores agudas na base do pulmão direito. Supuração pulmonar depois de hemorragias consequência de pneumonia.

Tem necessidade frequente de urinar, mas o débito de urina é relativamente pouco.
A quantidade de urina é superior ao volume total de líquidos ingeridos.

Balanite.
Ejaculações nocturnas sanguinolentas.

Os seios estão doridos, dando a sensação que vão ulcerar. Cancro dos seios e do útero.
Leucorreia contínua, ardente e irritante que agrava à tarde e à noite, urinando. Comichão em que existe a sensação de que as mucosas estão em carne viva. Pruridos que agravam com o contacto da urina; as regiões afectadas devem ser lavadas.

Dor na região sacra que agrava quando o paciente respira.
Dores nocturnas nos ossos. Reumatismo articular agudo.
Tremores das extremidades, em especial das mãos.
Paralisia agitante.

A pele está sempre húmida. Odor nauseabundo do corpo.
Tem suores abundantes, viscosos, de odor desagradável, que agravam à noite. A transpiração abundante, acompanha praticamente todos os padecimentos sem que os alivie, havendo mesmo casos em que os intensifica.
Abcessos frios que custam a supurarem.


AGRAVAÇÃO: à noite; no tempo húmido; em tempo de chuva; deitado sobre o lado direito; ao transpirar; num quarto quente; pelo calor da cama; no Outono quando os dias são quentes e as noites frias e húmidas.

MELHORA: pelo repouso.




NATRUM MURIATICUM




É um deprimido. A depressão agrava por volta das dez horas da manhã. Está constantemente triste, desconhecendo a causa. Não gosta que o consolem. Os seus padecimentos agravam sempre pelo consolo. Tem uma marcante tendência a chorar.
Prefere a solidão à companhia.
Sente fadiga, mais de manhã que no período da tarde.
Desajeitado e apressado. As coisas caem-lhe facilmente das mãos por fraqueza nervosa.
Na criança há uma grande irritabilidade. Não gosta que lhe falem, chora por qualquer coisa, faz um drama por nada, em especial quando a consolamos. Demoram a aprender a andar e a falar.
Sonha que tem ladrões em casa ou no seu quarto. Não fica tranquilo enquanto não inspeccionar todos os cantos da casa.

Febre intermitente. Febre com muita sede, com calafrios entre as dez e as onze horas da manhã. Dor de cabeça que parece produzida por martelos e sintomas gástricos durante a febre.

Dores de cabeça crónicas e periódicas, de dois em dois ou de quatro em quatro dias, com latejos como que produzidos por pequenos golpes de martelo. Dor de cabeça dos anémicos.
Dores de cabeça que começam com o nascer do Sol e terminam quando este se põe.
Dores de cabeça dos estudantes.
Tem a sensação de que a cabeça vai rebentar, sensação que agrava quando espirra, tosse ou executa qualquer trabalho onde despende esforço mental. Antes e depois das regras, com náuseas e vómitos.

De manhã, sensação de areia nos olhos acompanhada de rubor e lacrimejamento ardente.

Fissura mediana do lábio inferior. Lábios e cantos da boca secos e rachados.
Herpes nos lábios.
Boca seca. Sede insaciável de grandes quantidades de água fria.
Língua em mapa geográfico com pontos vermelhos e áreas delimitadas sem papilas gustativas. Sensação de ter um cabelo na língua.
Desejo intenso de sal. Aversão ao pão.
Alimenta-se bem, mas emagrece progressivamente.
Prisão de ventre. As fezes são secas e duras como as das cabras, são difíceis de expelir e colam-se às margens do ânus. Após a evacuação, sente uma sensação de aperto no ânus, que agrava sentado.

Marcante sensibilidade ao frio.
Coriza aguda, aquosa clara, com perda do olfacto e do paladar, seguida de obstrução nasal que em muito dificulta a respiração.
Coriza crónica, que surge bruscamente todos os dias pelas dez horas da manhã e desaparece ao meio dia.
Asma que agrava num quarto fechado.

Palpitações com sensação de fraqueza, que agravam deitado. As pulsações cardíacas percorrem o corpo todo.
Anemia com emagrecimento, embora o paciente se alimente bem.

O paciente tem incontinência de urina, quando ri, tosse, espirra ou caminha.
Não consegue urinar se alguém estiver a olhar para ele.
Dores uretrais cortantes depois de ter urinado.

Perdas seminais, mesmo depois do acto sexual, com desejo sexual aumentado.
Erecções fracas. Impotência

Regras irregulares, abundantes.
Sensação de peso na parte baixa do ventre com agravação matinal. A paciente sente necessidade de se sentar.

Lumbago crónico que agrava ao despertar e melhora colocando uma almofada sob os rins.

Pele oleosa.
Eczema seco e com crostas, localizado no couro cabeludo, na parte de trás do ouvido, nas dobras de flexão dos membros, com agravação junto do mar, por excesso de sal e após exposição ao Sol.
Urticária aguda ou crónica, manifestada no corpo todo, sobretudo após um exercício violento.
Verrugas da palma das mãos.
Edemas.


AGRAVAÇÃO: das dez às onze horas da manhã; pelo calor do Sol; pelo calor de uma lareira ou de um fogão irradiador; num quarto quente; à beira-mar; pelo ar do mar; pelo exercício mental; estando deitado; na Lua cheia.

MELHORA: ao ar livre; lavando-se com água fria; estando deitado do lado direito ou do lado dorido; não tomando as refeições regularmente.



 

NATRUM SULFURICUM




Profunda melancolia. Acessos de tristeza mais marcantes durante a manhã. Inquietude matinal que melhora depois do almoço.
Crises de mania que agravam quando o tempo muda e quando chove.
Deprimido, cansado da vida, tem de se controlar para não se suicidar. A música entristece-o.
O paciente sente profundamente todas as mudanças de tempo, do ar seco ao húmido. O ar do mar é-lhe intolerável.
Sensível e irritável. Está praticamente impossibilitado de pensar. Detesta que lhe falem e não quer falar com ninguém.
Perturbações mentais que surgem na sequência de um traumatismo craniano, de pancadas na cabeça.

Meningite cérebro-espinhal. Dores violentas na base do cérebro. Espasmos com irritabilidade e delírio.
      
Dor nos olhos à tarde, quando o paciente lê com luz eléctrica. Sensação de peso nas pálpebras.
Pálpebras granulosas.

A língua está coberta de espessa camada, de cor cinza, escura ou esverdeada.
Dor de dentes que melhora pelo ar fresco e pela água fria.
Gosto amargo na boca.
Perda do apetite.
Flatulência abdominal em excesso, com cólicas e diarreia. As dores agravam depois do pequeno-almoço. O paciente não consegue expelir o gás.
Náuseas e vómitos ácidos, biliosos.
Necessidade imperiosa de evacuar.
Diarreia que surge repentinamente depois do pequeno-almoço, que agrava no tempo húmido. Evacuação em jacto, aquosa, barulhenta com emissão de gás, de cor amarelada. Diarreia dos que vivem ou trabalham no subsolo.
Fígado dorido e aumentado de volume, agravando quando o paciente se deita do lado esquerdo ou usa roupas apertadas. Icterícia com febre.

Coriza crónica.
Epistaxe durante as regras.
Tosse forte, com expectoração espessa, filamentosa, esverdeada.
Pneumonia; parte inferior do pulmão esquerdo.
Tosse com dor no braço esquerdo que agrava à noite e obriga o paciente a sentar-se segurando o peito com as mãos.
Dispneia. O doente sente necessidade de respirar profundamente quando o tempo está húmido ou nebulado.
Asma das crianças que surge sempre que o tempo está húmido.
Asma com estertores mais acentuados na base esquerda, que agrava pela mudança de tempo, pela humidade e à beira mar.

Anemia que resulta da falta de exercício ao ar livre e de luz.

Gonorreia. Corrimento espesso, indolor, amarelo-esverdeado.

Tendência às verrugas: couro cabeludo, rosto, pálpebras, peito, genitais, ao redor do ânus.
Condilomas.
Perturbações cutâneas periódicas. As doenças de pele reaparecem todas as Primaveras.


AGRAVAÇÃO: pela humidade; tempo húmido; humidade das casas; à beira mar; estando deitado do lado esquerdo.

MELHORA: tempo seco e quente; pela pressão; ao mudar de posição; sentando-se – tosse.




NITRICUM ACIDUM




O paciente é extraordinariamente irritável. Não suporta o menor incómodo. Colérico e rancoroso.
Ansiedade constante como resultado de cansaço mental e físico, pela morte de um amigo.
Deprimido e ansioso ao fim da tarde.
Desespera-se com a sua doença. Pensa sem cessar nos padecimentos passados.
Todos os seus padecimentos, físicos ou mentais, melhoram andando de carro.
Sensação de lasca de madeira enfiada na carne seja qual for a região afectada.

Dor de cabeça como se esta fosse fortemente apertada por uma faixa.
Não suporta a pressão do chapéu, que lhe causa enxaqueca.

Estalos nos ouvidos quando come.
Ouve mal, melhorando quando anda de comboio ou de carro.

Comissuras dos lábios ulceradas, com gretas e crostas.
Língua amarelada com pequenas vesículas ardentes, que doem ao menor toque.
Dor intensa como se uma lasca de madeira estivesse enterrada na garganta.
Desejo de comidas picantes. Fome intensa.
Tem dores durante a evacuação, mesmo que de fezes moles, que persistem horas depois da consumação. Dor que dá a sensação de que o ânus está fissurado.
Hemorróidas procidentes, sensíveis ao toque.

Ponta do nariz vermelha e dorida.
Tosse crónica, seca. Tosse que volta todos os anos no Inverno. Tosse durante o sono.

Urina pouco abundante, com odor forte, de urina de cavalo.
Ulcerações na glande, condilomas e vegetações, que sangram com facilidade.

Hemorragias uterinas.

Estalos nas articulações quando caminha.

Feridas ulceradas durante longos períodos, sem cura e que sangram ao mais leve contacto. Dores picantes, como por lasca de madeira.
Condilomas.
Verrugas grandes, pedunculadas, húmidas, nas costas das mãos, que sangram quando as lavam e que provocam dores picantes.
Suores irritantes. Suores fétidos dos pés. Suores nocturnos.


AGRAVAÇÃO: tarde; noite; depois da meia-noite; pelo frio; pelas mudanças de tempo; mudanças de temperatura; pelo ruído; ao passear; quando desperta; transpirando; caminhando.

MELHORA: andando de carro.




NUX VOMICA




Ansiedade com irritabilidade. Irrita-se com facilidade. Não suporta ruídos, mesmo os mais leves. Não suporta odores e por vezes, a própria música.
Disposição suicida, mas tem medo da morte. Hipocondríaco.
Custa-lhe a enfrentar a luz forte.
Não tolera contrariedades. O menor tormento torna-se insuportável.
Detesta ser contrariado. Vexa-se e ofende-se por tudo e por nada.
É violento. É um irascível que se encoleriza facilmente. Teimoso.
Não tem um sono descansado, demora a adormecer depois da meia-noite, adormece e acorda perto das três horas da manhã. Volta a adormecer ao crepúsculo. Sono repleto de sonhos, pouco repousante.
Levanta-se cansado e ansioso. Está sempre de mau humor durante a manhã.
Fica de mau humor e sonolento depois das refeições. Um breve sono descansa-o e melhora-o.
Convulsões em que conserva a consciência e que agravam pela cólera pelas emoções, contacto e pelo movimento.
Tem hábitos sedentários. Homens de negócios.
Maus efeitos de esforços mentais prolongados e da falta de repouso. Todos os padecimentos melhoram pelo repouso.
      
Quando come em excesso, dói-lhe a cabeça. Dores de cabeça com perturbações gástricas.
Nevralgia supra-orbitária, matinal, intermitente, quotidiana.
Cefaleia por exposição ao Sol.

A língua está coberta na metade posterior por uma camada espessa, branca amarelada. A metade anterior encontra-se limpa.
Tem náuseas de manhã quando ainda está na cama e depois das refeições. Náuseas depois de fumar. O paciente sente que se vomitasse melhoraria.
O estômago está distendido e é sensível à pressão. Inchado, faz com que desaperte o cinto e as roupas. Sensação de peso, como se tivesse uma pedra no estômago, que agrava uma hora depois das refeições. Não pode reflectir correctamente durante as duas ou três horas que se seguem às refeições. Sonolência após jantar.
Vómitos espontâneos e provocados que produzem melhora. O próprio paciente sente que fica melhor se vomitar.
Flatulência abdominal em excesso, coma muito ou pouco.
Cólicas hepáticas.
Prisão de ventre com necessidades urgentes, no entanto praticamente ineficazes. Expulsão de pequenas quantidades de matéria fecal. O paciente tem a impressão de que o seu intestino nunca será esvaziado de todo, que não terminou a evacuação.
Alternância de diarreia e prisão de ventre em pessoas que tomaram purgantes durante longos períodos.
Hemorróidas internas, com dores picantes, ardências e pruridos.
Maus efeitos do café, do álcool e da comida muito condimentada. Maus efeitos de especialidades farmacêuticas.

Friorento, agravando ao menor movimento. Deve estar sempre coberto nos estados febris: calafrio, calor ou suor.
Espirra de manhã quando ainda está na cama.
Coriza abundante que surge de modo brusco quando se levanta.
Coriza com o nariz obstruído à noite, que agrava num aposento quente e melhora no contacto com o ar frio. Coriza devida ao facto de se ter sentado numa pedra fria.
Maus efeitos do tabaco.

Micção urgente e ineficaz. O paciente esforça-se para urinar algumas gotas, chegando mesmo a ter dores.

Espermatorreia nocturna.

As regras, irregulares, são adiantadas. Duram muito tempo.
Dores violentas do período de gravidez que geram uma necessidade imperiosa de evacuar ou de urinar.
Inflamação do útero depois do parto.

Lumbago. O paciente não se consegue virar na cama, sendo obrigado a sentar-se para o fazer. Dores de costas na sequência de excessos sexuais ou masturbação.
Hérnias estranguladas, em especial as umbilicais. Hérnia umbilical das crianças.

Pele quente, muito especialmente no rosto.
Gosta de estar coberto, agasalhado. Tem arrepios ao mais pequeno movimento.


AGRAVAÇÃO: quando desperta; de manhã; pelo tempo frio e seco; depois das refeições; quando come ou bebe muito; quando ingere especiarias, estimulantes, narcóticos; após trabalho mental; pelo contacto; ruído; cólera e emoções fortes.

MELHORA: à tarde; depois de um curto sono; no tempo húmido, chuvoso; pela pressão; pelo repouso.



 

OPIUM




Todo o padecimento a que se segue um sono profundo.
O doente não se queixa, não se lamenta ou sofre, não pede nada, não tem desejos.
Apoplexia. Profundo torpor com perda da consciência.
Delírio loquaz. Alucinações assustadoras. Pensa que não está na sua casa.
Convulsões nas crianças, por medo de estranhos, à aproximação de pessoas que não conhece ou por sustos.
Grande sonolência, mas não consegue dormir. Insónia com hipersensibilidade auditiva. Sufoca ao dormir, acordando sobressaltado. Tem a sensação de que vai parar de respirar no momento em que adormecer.
Tem a sensação de que a cama está muito quente, tão quente que não pode ficar deitado. Move-se constantemente em busca de um local fresco, não suportando estar coberto.
Perda de reacção vital. O remédio, mesmo que bem escolhido não produz qualquer efeito.

Congestão cerebral. Sente a cabeça pesada, com peso mais acentuado na região occipital, com vertigens.
O rosto está vermelho, muito quente, inchado e congestionado, coberto de suores quentes. As extremidades estão frias.
O maxilar inferior está caído.                    

As pupilas estão insensíveis, demasiadamente contraídas.
Os olhos congestionados e meio abertos.

Secura de boca.
Língua escura, paralisada.
Os órgãos digestivos estão inactivos. Os intestinos estão tão inactivos que nem os purgantes mais eficazes e potentes os fazem funcionar. Volvo.
Não tem nenhum desejo de evacuar. As fezes, duras,  saem e entram.
Fezes involuntárias, em especial depois de medo. Fezes pretas de odor forte.

O pulso é lento e cheio.

Retém a urina após susto.
Retenção de urina não obstante a bexiga esteja cheia.

Doenças acompanhadas de paralisia completa ou parcial; na sequência de medo.

Pele quente, com suores quentes.
Extremidades inferiores frias.
Deseja ficar descoberto.


AGRAVAÇÃO: durante o sono; depois do sono; pelo calor; pelos estimulantes, especiarias e narcóticos; pela transpiração.

MELHORA: pelo frio; caminhando constantemente.




PHOSPHORUS




Sempre agitado. Dificilmente o encontramos tranquilo. Não consegue ficar sentado ou imóvel por um momento que seja. Inquietude indefinível, que agrava estando só.
É um hipersensível às impressões externas: luz, ruído, choro, odores.
Ansiedade opressiva que agrava à tarde, ao crepúsculo, à noite deitando-se do lado esquerdo, durante uma tempestade.
Está cansado da vida. Tem maus pressentimentos, pressentindo a sua própria morte.
Aversão ao trabalho: físico e intelectual. Fraqueza e prostração com debilidade nervosa e tremores de todo o corpo.
Custa-lhe pensar, reflectir. As ideias correm lentamente no seu cérebro. Tem uma extrema dificuldade em se concentrar. Apático, não quer falar e quando lhe fazem perguntas responde lentamente.
De dia está sonolento e dorme mal durante a noite. O sono é curto e os despertares constantes. Sono agitado. Está angustiado e tem palpitações quando se deita do lado esquerdo.
Padece de insónia que agrava antes da meia-noite.
Sonhos lascivos.
Deseja ser massajado, friccionado.
Nos estados febris apresenta um delírio loquaz, violento e erótico. Vê vultos e figuras horríveis e acredita que o seu corpo está desfeito em pedaços.

Sensações de queimadura ou ardor localizadas, especialmente em padecimentos nervosos.

       Vertigem quando se levanta de manhã. Vertigem por debilidade nervosa.

Congestão crónica da cabeça com sensação de peso e queimadura, sintoma que agrava pelo calor, num aposento quente, lavando-se com água quente e pelo movimento e melhora por aplicações frias. O paciente quer ficar na absoluta tranquilidade com a cabeça envolta com compressas frias.
Os cabelos caem em tufos.
O rosto está pálido, mas tem rubor que se circunscreve a uma das bochechas.
Necrose do maxilar inferior.

Olhos escavados com olheiras azuladas.
Manchas negras que se movem perante os olhos.
Vê um halo de tom esverdeado ao redor da luz de uma lâmpada.

As gengivas estão inchadas e sangram com facilidade.
Hemorragia que persiste após extracção dentária.
Língua seca e branca ou seca, lisa e vermelha. Língua escura no meio com margens vermelhas.
Sede insaciável por água fria, que é rejeitada quando aquece no estômago.
Desejo de alimentos frios.
Fome excessiva mesmo depois das refeições. Necessita de comer com frequência para não se sentir fatigado. Fome à noite.
Náuseas colocando as mãos em água quente.
Regurgitações de bile, água ou alimentos.
Vómitos após comer, de manhã e à noite. Vómitos que se seguem a operações cirúrgicas. Vómitos alimentares de sangue.
Tem uma sensação de vazio no estômago, que se estende a todo o abdómen.
Flatulência. Emite um gás inodoro que não o melhora.
Cirrose com atrofia e icterícia.
Prisão de ventre. Tem dificuldade em expelir as fezes, vê-se obrigado a fazer grandes esforços. Fezes pequenas, duras, secas, esbranquiçadas, que parecem matéria fecal de um cão.
Desejo de evacuar quando o paciente se deita do lado esquerdo.
Diarreia crónica. Fezes abundantes, aquosas, fétidas, esbranquiçadas.
Diarreia que debilita o doente.
Evacuações involuntárias. As fezes escapam-se do ânus que parece estar aberto.

O nariz está inchado e dói quando se lhe toca.
Batimento das asas do nariz.
Secura e obstrução nasal.
Epistaxe à tarde, acompanhada de suores. Epistaxe durante a evacuação. Epistaxe que substitui as regras.
Rouquidão mais marcada à tarde, agravando no princípio da noite.
A laringe está tão dorida que não pode falar.
Tosse seca, com dor, irritativa, que estremece o corpo inteiro. Agrava pelo ar frio, passando do quente para o frio, no princípio da noite antes da meia-noite, falando, rindo, comendo, bebendo, deitado do lado esquerdo e melhora pelo sono, deitado do lado direito e por bebidas frias.
Tosse com opressão e dores ardentes no peito, levando o paciente a sentar-se na cama para expectorar mucosidades viscosas, purulentas e sanguinolentas.
Hemoptises.

Palpitações ansiosas intensas, que agravam quando está deitado do lado esquerdo.
O pulso é pequeno, fraco, rápido.
Tendência a hemorragias frequentes, abundantes e que se repetem bastas vezes.
Qualquer ferimento sangra muito.

Libido aumentada. Excitação sexual com desejos intensos, irresistíveis. Impotência: não termina o acto sexual não obstante permaneça o desejo.
Mania lasciva psíquica.
Ninfomania.
Regras adiantadas, de longa duração, pouco abundantes. Epistaxe que substitui as regras.
Durante a gravidez não consegue beber água. A visão desta faz com que vomite e deve fechar os olhos para tomar banho.

Sensação de quentura entre os dois ombros, que dá a sensação de uma onda de calor ascendente da parte inferior dos rins até à nuca.
Sensibilidade à pressão das apófises espinhais de todas as vértebras dorsais.
Os membros estão fracos tremendo logo que o paciente faz qualquer exercício ou esforço. Sensibilidade da tíbia por inflamação do periósteo.
Formigamento dos braços e mãos que agrava ao despertar.
Ao nível das mãos sente um ardor intenso.

Ulcerações sangrantes quando as regras estão para aparecerem. Quaisquer feridas, por mais pequenas que sejam, sangram abundantemente.


AGRAVAÇÃO: ao crepúsculo; antes da meia-noite; estando deitado do lado esquerdo; deitado do lado dorido; pelas mudanças de tempo, seja do frio para o quente ou vice-versa; no tempo frio; durante um temporal.

MELHORA: na obscuridade; do lado direito, desde que não seja este o lado dorido; sendo massajado; pelos alimentos frios, bebidas frias, mas só até ao momento em que estes começam a aquecer no estômago; depois de ter dormido.



 

PSORINUM




Está sempre com frio. Agasalha-se no Verão. Tem falta de calor vital, nunca se sentindo completamente aquecido. Debilidade e fraqueza.
Nervoso, agitado, sempre em movimento. Sobressalta-se facilmente.
Facilmente desesperado. Não acredita no sucesso dos seus empreendimentos, pensa que tudo lhe vai correr mal. Complexo de inferioridade. Tem maus pressentimentos e muitos medos. Melancolia religiosa.
Relativamente à sua doença, sente-se incapaz de vislumbrar uma luz ao fundo do túnel, já que os tratamentos não produzem efeitos benéficos mesmo que bem escolhidos. A doença parece não ter fim, tudo para ele é triste e sombrio pensando que vai morrer.
É um indivíduo ansioso, triste, deprimido, que pensa na morte e chega a querer pôr fim à vida. Tem medo da morte, medo da sua salvação, medo de falhar no trabalho.
Angústia que agrava durante as refeições ou por epistaxe.
Insónia por pruridos. Insónia por sonhos de ladrões e outros de carácter assustador.
A criança está bem durante o dia, mas agita-se, inquieta-se e grita durante a noite.
Está de boa disposição física e mental no dia que precede uma qualquer manifestação mórbida.
Grande sensibilidade ao ar frio ou às mudanças de tempo. Nervoso, inquieto e agitado, antes ou durante uma tempestade.

Enxaqueca do tipo periódico. Retorna a cada oito, quinze ou vinte e um dias.
Enxaqueca que se segue ao aparecimento de manchas escuras perante os olhos e que agrava pelas correntes de ar e melhora quando o paciente cobre a cabeça aquecendo-a ou quando come. Tem fome durante a enxaqueca.
O couro cabeludo tem erupções secas com supurações de odor forte.
Todas as formas de acne que agravam durante as regras, pelo café, os doces e pela carne.

Fotofobia intensa com inflamação das pálpebras. Não pode abrir os olhos.

Prurido nos ouvidos. Otite com corrimento de pús, de odor pútrido, de carne podre.
Eczema por trás das orelhas. Crostas com corrimento fétido.

Lábios secos. O lábio superior está inchado.
A língua está seca, em especial na ponta.
Muito mau hálito.
Fome anormal. O paciente chega a levantar-se durante a noite para comer.
Deglutição dolorosa que faz com que os ouvidos doam.
Eructações que têm o gosto e odor a ovos podres.
Diarreia brusca, urgente, aquosa, escura, de odor pútrido, que agrava da uma às quatro horas da manhã.
Prisão de ventre por inactividade rectal.

Febre do feno. Aparece anualmente no mesmo dia do mês.
Infecções da garganta. Amigdalite aguda de repetição.
Tosse crónica que surge todos os Invernos, com expectoração espessa, esverdeada, de difícil expulsão acompanhada de náuseas, que agrava ao acordar ou ao deitar. A tosse alterna com uma erupção cutânea. Sensação de feridas atrás do esterno.
Asma que agrava ao ar livre, sentando-se e melhora deitado com os braços em cruz.

Leucorreia abundante, espessa, de odor cadavérico.

O corpo está todo dorido. Aleija-se e faz entorses com facilidade.
Debilidade das costas.
Fraqueza das articulações que parecem deslocadas.

Pele doente, de aspecto sujo. Tendência anormal às afecções dermatológicas.
O corpo tem um odor extremamente desagradável, cadavérico, mesmo depois do paciente ter tomado banho.
Erupções de todos os tipos. Erupções secas que surgem
no Inverno e desaparecem no Verão e que alternam com outras moléstias, como tosse ou asma.
Pruridos que agravam pelo calor da cama, depois do banho e não melhoram quando o doente se coça. São tão intoleráveis e desesperantes que o paciente não consegue adormecer.


AGRAVAÇÃO: pelo frio; no Inverno; pelas mudanças de tempo; antes de uma tempestade; durante a tempestade; caminhando; pelo contacto.

MELHORA: pelo calor; no Verão; comendo; estando deitado.




PULSATILLA




Em Pulsatilla é tudo mudável. Há uma marcada variabilidade de humor. Ri e chora alternadamente.
É tímido e muito emotivo. Chora por tudo e por nada, mas depressa o conseguimos consolar. Não consegue praticamente falar dos seus padecimentos sem chorar.
Não consegue dormir durante a tarde. Insónia antes da meia-noite. Tem uma imensa dificuldade em acordar de manhã.
Tem aversão ao calor, desejando ar frio.

Os sintomas mudam sem cessar e são aparentemente contraditórios. Nada se parece repetir em Pulsatilla. Está bem num momento, para logo depois ficar doente.
Padecimentos que surgiram na puberdade. Quando a paciente diz que a partir daí nunca mais passou bem.

Vertigem com náuseas quando desperta, o que o obriga a deitar-se de novo.

Dores erráticas, que se deslocam de um lado para outro. Surgem repentinamente e desaparecem de forma gradual, geralmente seguidas de calafrios. Quanto maior a dor, mais intenso o calafrio.

Na febre, tem arrepios e calor sem sede. Arrepios num aposento aquecido.

Dores de cabeça por cima dos olhos.

Tendência aos terçolhos.

Otite externa. Otite das crianças.
      
Boca seca, mas sem sede. A ausência de sede acompanha praticamente todos os padecimentos.
Mau hálito.
O lábio inferior está rachado ao meio.
Deseja alimentos e bebidas frias.
Eructações com gosto a alimentos que ingeriu.
A ingestão de alimentos com gordura, carne de porco e doces de pastelaria provocam-lhe perturbações gástricas.
Dores e peso no estômago cerca de uma hora depois de ter comido. Distensão abdominal que obriga o paciente a desapertar o cinto e as roupas.
Diarreia à noite, aquosa, amarelo-esverdeada, depois do paciente ter comido frutos, gelados ou bebidas frias. Diarreia variável; as evacuações nunca são semelhantes.
Diarreia durante e depois das regras.
Fezes cuja aparência difere em consistência e cor.

Coriza com perda do paladar e do olfacto. Arrepios.
Tosse seca de tarde e à noite, quando o doente está deitado, que melhora quando o paciente se senta.
Tosse seca com mucosidades espessas e amarelas.

Palpitações quando deitado do lado direito. Ansiedade e dispneia.

Tem desejos constantes de urinar, especialmente quando deitado.
Incontinência durante a noite.

Regras atrasadas, curtas, pouco abundantes, de sangue escuro.
Leucorreia intermitente. Pára um dia para reaparecer no outro.
Corrimento que se acentua de dia, terminando em geral à noite.
Leucorreia espessa, que parece leite e agrava quando a doente está deitada.

Dores nos membros, de manhã, deitado. O paciente estica-se como forma de aliviar o padecimento.
Reumatismo errático.
Mãos vermelhas, congestionadas.
Varicosidades aparentes.


AGRAVAÇÃO: pelo repouso; no início de um movimento; pelo calor; pelas aplicações quentes; num aposento quente; quando um temporal se aproxima; pressão atmosférica baixa; deitado sobre o lado esquerdo; deitado sobre o lado dorido; pelos alimentos gordurosos e indigestos.

MELHORA: ao ar livre; pelo movimento; pelas aplicações frias.




RHUS TOXICODENDRON




Imerso em tristeza, ansioso, chora sem saber porquê.
Tem aversão a ficar em casa. Andar ao ar livre melhora consideravelmente o seu estado.
É um agitado. Agita-se dia e noite, mudando de posição e de lugar de modo a aliviar as dores que o atormentam. Não pode ficar muito tempo na mesma posição.
Apreensivo à noite. Tem medo de morrer envenenado. Não consegue ficar na cama.
Tem um sono pouco reparador. Sonha com grandes exercícios, com grandes esforços físicos, que executa duramente o seu trabalho de todos os dias.
Acorda encurvado.

Tem vertigens quando está de pé ou caminha.

Dores que melhoram pelo movimento e agravam pelo repouso.

Sente a cabeça pesada. Tem a impressão de estar embrutecido.
Rosto vermelho e inchado.

As pálpebras aglutinam-se, fecham-se, estão rígidas, paralisadas.

Herpes do lábio inferior e ao redor da boca.
Língua seca, dorida, coberta por uma camada esbranquiçada ou escura, com um triângulo vermelho na ponta e marcada dos dentes.
Garganta seca. Sede.
Inflamação das parótidas e das glândulas submaxilares.
Tem um gosto amargo na boca.
Deseja leite frio.
Diarreia aquosa, cor de tijolo.

Grande sensibilidade ao ar.
Tosse seca, durante um arrepio ou ao tirar as mãos para fora da roupa da cama.
Gripe com inflamação da garganta.

O escroto e a vulva estão inchados, avermelhados. Prurido dos genitais.

Reumatismo, torcicolo, lumbago.
Sensação de quebra na região lombossacra, com rigidez intensa, que agrava estando sentado e melhora pelo movimento contínuo.
Rigidez dolorosa dos membros, que agrava de manhã. Os primeiros movimentos aumentam a dor, mas a continuidade melhora; é como se o paciente se desenferrujasse.
Dores dilacerantes nos tendões que agravam pelo frio húmido.

A pele fica dorida no contacto com o ar frio.
Pele vermelha com erupções vesiculosas ardentes e pruriginosas. Eritema.


AGRAVAÇÃO: pelo tempo frio, húmido e chuvoso; depois de se ter molhado, em especial quando está suado; à noite, em especial por volta da meia-noite; pelo repouso; estando deitado sobre o lado dorido.

MELHORA: no tempo quente e seco; pelo movimento, continuando a mover-se; mudando de posição; deitado numa esteira ou cama dura, no chão; pela massagem e fricção; por aplicações quentes.



 

SEPIA




Está triste. Abatimento. Ansiedade. Chora com facilidade.
Introvertido, deseja estar só.
Irrita-se consigo e com os outros.
Indiferente e apático, desinteressou-se por tudo: os estudos, os negócios, o seu trabalho, a família. Não deseja nada, nada o interessa ou diverte. Não quer fazer nada, distrair-se, trabalhar, pensar.
Fica angustiado logo que a noite chega.

Baforadas de calor e vertigem de manhã quando se levanta.

Cefaleia com dor pressiva e lancinante no olho esquerdo.
Enxaqueca terrível, na forma de choques, durante o período menstrual.
Grande queda de cabelos em consequência de enxaqueca crónica.

Dor sob o olho direito como se tivesse sido provocada por areia.
Olheiras escuras.
Lacrimejamento que ocorre de manhã e à noite.
As pálpebras superiores estão pesadas e caem.

A língua é branca e tem aftas. No período das regras fica limpa, tornando-se suja logo após.
Aversão ao leite.
Quando acorda de manhã sente náuseas.
Se pensa nos alimentos que gosta e deseja, sente imediatamente um vazio no estômago, que não é aliviado pelo comer.
Após cada evacuação, sente um vazio.
Dor hepática quando se deita do lado direito.
Diarreia das crianças devida ao leite fervido.
Prisão de ventre da gravidez.
Tem a sensação de bola que pesa no recto.
Dor aguda no ânus em período de prisão de ventre.

Mancha amarelada dos dois lados do nariz.
Aversão aos odores.
Tosse seca, irritante, que cansa o paciente, que agrava antes da meia-noite, não permitindo o sono.
Opressão de manhã e à noite, que agrava quando anda ou sobe escadas.

Incontinência de urina na primeira parte da noite.
Urina turva, fétida, com areia vermelha e aderência.

Regras atrasadas e de curta duração.
Sensação intensa de pressão na parte baixa, como se tudo quisesse sair pela vulva. A paciente cruza as pernas para que tal não aconteça e para diminuir essa sensação.
Leucorreia amarela, ácida, que aparece antes das regras, depois de cada micção com escoriação entre as coxas.

Dor na região lombossacra com sensação de fadiga e fraqueza, que agrava à tarde e quando caminha.
Sensação de frio entre os ombros.
Os pés estão frios na cama.
Pruridos nas dobras dos cotovelos.
Herpes circinado.
Manchas amarelas ou escuras nas costas, ombros e ventre.


AGRAVAÇÃO: antes do meio-dia; à noite; pelo ar frio; vento de Leste; antes de um temporal; lavando-se; pelos excessos sexuais.

MELHORA: pelo exercício; caminhando depressa; pela pressão; pelo calor; estirando-se.


 

SILICEA




Tem falta de reacção física como consequência de doença. Perdeu toda a energia mental. Totalmente desanimado.
Está mentalmente esgotado. Não pode falar, ler e escrever sem que se sinta extremamente cansado. Custa-lhe pensar. Grande debilidade e fraqueza, sentindo necessidade de se deitar. Tem necessidade de se excitar para trabalhar ou fazer qualquer outra coisa.
Irritabilidade. Mau humor. É um agitado e inquieto. Tem sobressaltos ao menor ruído. Hipersensibilidade aos ruídos surdos.
Não tem confiança em si mesmo. Desanima ao menor insucesso.
Durante a noite levanta-se dormindo, caminha e volta a deitar-se.
Há um marcado emagrecimento. Resfria-se constantemente.
Desejo de ser magnetizado, massajado.
As crianças são magras e raquíticas, com as fontanelas abertas. Têm um aspecto envelhecido. São ansiosas, tímidas e medrosas. Não gostam que lhes falem, que se aproximem. Choram por tudo e por nada e demoram para aprender a andar.

Cefaleia crónica com dor que começa na nuca e irradia à região occipital e vértice, para se fixar em seguida num dos olhos, especialmente o direito, fazendo com que o paciente permaneça de olhos fechados. Agrava pela luminosidade, pelas correntes de ar, ruídos, movimento, estudo ou leitura, e melhora apertando a cabeça com força, envolvendo-a com um pano quente ou pela micção abundante.

Perturbações da visão, principalmente depois de cefaleia.
Inflamação do canal lacrimal.

Sensação de cabelo na parte anterior da língua.
Anginas repetidas que supuram. Dor picante, como produzida por uma agulha na amígdala, em especial a do lado esquerdo. Dores no pescoço e adenopatia cervical.
Inflamação das glândulas submaxilares.
Aversão pelos alimentos quentes. Deseja alimentos frios, gelados.
Sede bastante intensa. Intolerância às bebidas alcoólicas.
O abdómen está tenso e duro.
Diarreias de odor fétido nas crianças depois de vacinadas.
Prisão de ventre que agrava antes e depois das regras.
Evacuações fruto de desejos constantes e sem eficácia. Recto inactivo. As fezes são duras, difíceis de expelir, saem e voltam a entrar no recto.
Hemorróidas dolorosas, procidentes durante a evacuação.
Fístula anal que alterna com padecimentos ao nível pulmonar.
      
Tem uma sensibilidade extrema ao frio.
Coriza crónica com perda do gosto e olfacto.
Tosse violenta que agrava deitado. Expectoração mucopurulenta, espessa, amarelada, fétida.

Incontinência nocturna de urina em crianças parasitadas por vermes intestinais.

Regras que podem ser adiantadas ou atrasadas, sempre abundantes, com sensação de frio gelado no corpo todo.
Prisão de ventre, antes e após as regras.

Dores que surgem na sequência de uma corrente de ar.
Reumatismo crónico que agrava pelo frio e na Lua nova.
Dores no cóccix quando se levanta ou depois de ter feito uma longa viagem de automóvel.
Os membros tremem e estão fracos.
Os pés estão frios e húmidos.
Dores na planta dos pés.
Suores fétidos, abundantes e escoriantes nos pés.
Sensação de espinho enterrado na ponta dos dedos. Sensação de supuração.
As unhas estão deformadas, amarelas, quebradiças, com manchas esbranquiçadas.

Pele pálida, cerosa, com aspecto doentio.
Um qualquer ferimento supura.
Está sempre cheio de frio, mesmo que faça exercício físico.
Pés e mãos frios. Úlceras crónicas das pernas.
Suores abundantes na cabeça e pés. Suores nocturnos.


AGRAVAÇÃO: pelo frio; no Inverno; ao ar livre; descobrindo-se, sobretudo a cabeça; deitando-se; durante as regras; na Lua nova; pela manhã.

MELHORA: pelo calor; cobrindo-se, agasalhando-se com roupas quentes; no Verão.




STAPHYSAGRIA




É um indivíduo muito susceptível, que se ofende e indigna por tudo e por nada. Qualquer palavra ou acto de significado ambíguo, ofendem-no. Indigna-se com o que os outros fazem e com o que ele mesmo faz.
Acorda mal disposto. Sente-se fraco, como se tivesse executado um trabalho extremamente duro e cansativo.
A criança grita para conseguir o fruto dos seus desejos, mas rejeita-o imediatamente logo que o consegue. Mau humor infantil.
Deprimido e desencorajado.
Padece de transtornos por via do onanismo e excessos sexuais: apatia, indiferença, hipocondria, memória fraca.
Padecimentos relacionados com o orgulho, a inveja, ciúme, mágoa e outros estados negativos. Recalca os insultos e a indignação, ficando doente, com tremores, esgotado.
Está sempre preocupado com o seu estado de saúde.
Tem ideias sexuais obsessivas. Pensa constantemente nos prazeres sexuais.
Desejo intenso de fumar.
Sonolência diurna.

Face pálida com olhos encovados.

Olheiras.
Terçolhos ao nível das pálpebras ou das pálpebras superiores. Terçolhos de repetição.

Dores de dentes cariados.
Os dentes estão cariados nos bordos. Vão ficando negros e caem aos bocados.

Fome intensa, mesmo com o estômago cheio.
Sensação de que o estômago está descaído, o que agrava depois da ingestão de qualquer quantidade de alimentos, em especial depois de ter comido carne. Agrava fumando.
Cólicas com flatulência que surgem após acesso de cólera, raiva, ou depois da ingestão de bebidas frias.

Dor ardente na uretra. Quando urina a dor termina.
Sensação de que uma gota de urina escorre continuamente no canal uretral.
Necessidade urgente de urinar, praticamente todas as horas, nas recém-casadas. A mesma necessidade após prática de acto sexual ou trabalho extenuante.

Onanismo excessivo, viciante.
Obsessões sexuais.
As partes genitais são extremamente sensíveis. A vulva chega a não poder suportar um penso higiénico.
Tem falta de ar quando o acto sexual termina.

Lumbago que agrava de manhã ao acordar, à noite, após acto sexual ou excessos sexuais.
Nódulos artríticos articulares, sobretudo ao nível dos dedos.

Eczema com crostas espessas e exsudação irritante.
Verrugas pedunculadas, do tipo couve-flor.
Pruridos intensos que são acalmados pelo coçar, mas se deslocam imediatamente para outro lugar.


AGRAVAÇÃO: pela raiva; cólera; vexame; indignação; pelo desgosto ou mágoa; pelo onanismo; excessos sexuais; fumo do tabaco; ao menor contacto das regiões afectadas.

MELHORA: pelo calor; repouso à noite, excepcionando-se o lumbago; depois de ter comido.




SULFUR




Em Sulfur, os padecimentos estão constantemente a reaparecer. Há uma marcada tendência à cronicidade.
É impaciente, gosta de contendas, contraditório. Agitado, sempre atarefado.
Sonhador imaginativo, filósofo de grandes concepções. Pensa ser detentor de grandiosas ideias.
De manhã está muito fatigado. Custa-lhe ficar em pé. É a posição que mais lhe custa a suportar.
Tem um sono leve. Tudo o desperta, o menor ruído e tem dificuldade em adormecer de novo. Para dormir precisa de encontrar um lugar fresco, os pés ardem e tem de os tirar fora da cama.
Tem necessidade de ar fresco, mas simultaneamente tem aversão a lavar-se. Agrava sempre depois do banho.
      
Vertigem de manhã, ao ar livre, quando se baixa.

Tem dores ardentes. Em Sulfur tudo arde, a pele, secrecções e excrecções.

A cabeça está quente e os pés frios.
Calor constante com pressão dolorosa e pulsações no alto da cabeça, que agrava de manhã.

Olhos congestionados, avermelhados, ardentes e com pruridos.
As bordas das pálpebras estão vermelhas e aglutinadas, agravando de manhã. Pruriginosas, agravando à noite.
Lacrimejamento que agrava pela manhã.
Cansaço ocular com ardências, quando lê.

Orelhas vermelhas e ardentes.

Lábios secos, de um vermelho vivo.
A língua está seca, trémula, esbranquiçada no centro, com bordas e ponta vermelhas.
Bebe bastante. Alcoolismo crónico; promete nunca mais tocar em bebidas alcoólicas, mas tem recaídas constantes.
Come pouco.
Deseja doces e alimentos açucarados. Tem aversão ao leite.
Sensação súbita de fraqueza às onze horas da manhã, com fome violenta, que melhora quando o paciente ingere alimentos.
Abdómen dorido, pesado, quente, sensível, com barulho de água.
Prisão de ventre. Tem necessidades urgentes, mas ineficazes por via da dor que as tentativas de evacuação causam.
Diarreia imperiosa por volta das cinco horas da manhã, obrigando-o a sair rapidamente da cama.
Ânus vermelho e com escoriações.
Hemorróidas com sensação de picada, ferimento e pruridos.

Inflamação das asas do nariz que estão vermelhas e secas, com crostas que sangram facilmente.
Percepciona odores imaginários: enxofre, sabão, fezes.
Opressão frequente, obrigando-o a procurar o ar livre, a abrir as janelas.
Sensação ansiosa de peso no peito. Sensação de fadiga quando fala. Precisa de inspirar profundamente.

Dores agudas do lado esquerdo, que se irradiam às costas e agravam quando deitado de costas, pela respiração profunda e pelo movimento.
Sente ardências ao nível da omoplata esquerda.

Palpitações que agravam durante a noite.
Dores sob o mamilo esquerdo, que irradiam para as costas.

Relaxamento do escroto. Os testículos estão pendentes.

Regras atrasadas, abundantes, que param subitamente ao terceiro dia. O sangue é espesso, negro.
Leucorreia abundante, amarelada, irritante.
Pruridos na vulva.

Dor lombossacra com impressão de curvatura. Custa-lhe a levantar-se sem que sustente os rins com as mãos.
Dor no cóccix.
Os membros estremecem quando está para adormecer.
Sente os pés a arder na cama. Tem de os descobrir, de os tirar do leito.

Pele seca, doentia, com erupções escamosas e pruriginosas. Os pruridos agravam com o calor e com o banho.
Qualquer ferida tem tendência a supurar.
Pontos negros e cravos na testa, nariz e queixo. Acne na testa e nas costas.
Alternância de erupções com outros padecimentos, nomeadamente, eczema que alterna com asma.


AGRAVAÇÃO: pelo repouso; ficando em pé; de manhã às onze horas; à noite pelo calor da cama; lavando-se; tomando estimulantes; pelas mudanças de tempo.

MELHORA: no tempo seco e quente; deitado do lado direito.




SYPHILINUM




Tem uma memória fraca. Não se lembra do nome das pessoas, das terras, das ruas de cidades conhecidas, dos livros que leu.
Muita dificuldade ou quase impossibilidade de se concentrar.
A matemática não é o seu forte. Por muito que estude pouco ou nada aprende.
O seu humor é cambiante. Ou está muito nervoso, desesperado, com tremores ou completamente indiferente e apático.
Tem medo da noite por causa do esgotamento físico e mental que sente ao acordar. Por vezes a morte parece-lhe um remédio.
Tem a sensação de que vai ficar louco. A sensação de que vai ficar paralítico.
De manhã quando desperta está física e mentalmente esgotado.
Está constantemente a lavar as mãos.
Insónia por dor que se estende de um olho ao outro e que melhora gradualmente depois da meia-noite.

As dores de Syphilinum aparecem no essencial ao anoitecer, quando o Sol se põe, desaparecendo quando se levanta. Aparecem e desaparecem de forma gradual e na sua constância o paciente muda de posição frequentemente.
Dores ósseas ou nervosas lineares, profundas, seguindo um trajecto exacto.
Todos os sintomas pioram à noite.

Dor occipital lancinante.

Dores intensas nos olhos que agravam durante a noite.
Dor que se estende de um olho ao outro, que começa pelas dezasseis horas e agrava pelas vinte e duas ou vinte e três horas e melhora progressivamente após a meia-noite.

Salivação em excesso. Enquanto dorme, a saliva escorre-lhe dos cantos dos lábios.
Grande desejo de álcool. Tendência hereditária ao alcoolismo.
Emagrecimento do corpo todo.

Asma no Verão.

Leucorreia abundante, ácida, amarelada, que escorre pelas coxas da paciente.

O esterno, a coluna vertebral e a tíbia doem quando percutidos.
Dores reumáticas erráticas.


AGRAVAÇÃO: à noite; no tempo quente e húmido; por temporais à beira mar; no Inverno; pelo movimento; pelo toque; levantando os braços lateralmente; do crepúsculo à aurora.

MELHORA: tomando um banho frio; na montanha; passeando.




THUYA




Tristeza.
Mau humor.
Hipersensibilidade emocional.
Tem ideias fixas e obcecantes. Acredita que uma pessoa desconhecida está ao seu lado ou perto de si. Que é perseguida na rua. Que alguém caminha ao seu lado. Tem a sensação de que o seu corpo é muito frágil, de vidro, podendo quebrar-se ao mais ligeiro toque, por isso não quer que ninguém se aproxime. Sente um animal a mexer-se no seu ventre. Acredita estar grávida sem que isso aconteça. Pensa estar sobre a influência de um poder superior.
O seu sono é agitado, perturbado por sonhos incómodos. Acorda por volta das quatro horas da manhã.

Tem vertigens quando fecha os olhos.

Dor de cabeça muito forte, com a sensação de que um prego lhe está a ser enterrado na fronte, que agrava pelo calor, excessos sexuais e melhora quando passeia ao ar livre.
Dor de cabeça devida à ingestão de chá.
Nevralgias faciais. Acne da face.
Queda de cabelo, que é seco.

Oftalmia neonatal.
As pálpebras estão aglutinadas à noite.
Terçolhos.

Otite crónica. Corrimento purulento como de carne podre.
      
Cáries dentárias localizadas entre a raiz e a coroa. Raízes cariadas.
Odontalgia dos bebedores de chá.

A ponta da língua está dorida.
O abdómen está distendido. Sensação de ter alguma coisa viva e em movimento no ventre, que aumenta de volume aqui e ali, como se um braço de um feto se movimentasse.
Tem necessidades frequentes de evacuar.
Prisão de ventre em que violentas dores rectais obrigam o paciente a desistir dos seus esforços de evacuação.
As fezes são parcialmente expulsas e voltam a entrar no recto.
Diarreia que surge de manhã cedo, com muitos gases expulsos.
Ânus fissurado, doloroso ao toque, envolvido por verrugas lisas ou condilomas.
Hemorróidas cuja dor agrava quando está sentado.

Varicosidades nas asas do nariz.
Ulceração da mucosa nasal. A ulceração está coberta por uma crosta e dói quando se lhe toca.
Corrimento nasal crónico, mucopurulento, esverdeado.
Sinusite frontal com dor na raiz do nariz.
Asma nas crianças.

Necessidades frequentes de urinar.
Dor cortante no fim e após micção. Depois de ter urinado, fica a sensação de que a urina se escoa gota a gota na uretra.
Corrimento uretral crónico, pegajoso e amarelado.
Excrescências de cor vermelha ao nível da face interna do prepúcio.

Dores intensas, picantes, no ovário esquerdo e na região inguinal esquerda.
Leucorreia abundante, espessa, esverdeada, irritante.
Sensibilidade extrema da vagina, impedindo o acto sexual.

Os membros estão fracos e com tremores. Tem a sensação de que os membros são frágeis e podem quebrar.

A pele é suja, gordurosa, com manchas escuras por toda a parte. Erupções nas partes cobertas do corpo, que ardem depois de coçadas.
Suores de odor adocicado.
Suores abundantes do escroto e períneo.
Verrugas ardentes e pruriginosas.
Vegetações do tipo couve-flor nas regiões genitais e à volta do ânus.
As unhas estão deformadas e partem com facilidade.


AGRAVAÇÃO: à noite; pelo calor da cama; depois das três horas da manhã e das quinze horas; pelo frio; pela humidade; depois do almoço; pelo café; pelas vacinações; narcóticos.

MELHORA: esticando os membros.



 

TUBERCULINUM




Está extremamente fraco. Deseja constantemente mudar de lugar, não se sentindo bem em parte alguma.
Deprimido, desencorajado, atormentado, taciturno.
Irritado quando acorda.
Passa a vida a queixar-se.
Sobressaltos quando adormece.

As dores são erráticas. Os sintomas também. Ora é atingido um órgão, ora outro. Os padecimentos começam e terminam bruscamente.

Dor de cabeça dos estudantes que agrava pelo trabalho mental.

Ulcerações da córnea.
Terçolhos de repetição, em especial na pálpebra superior do olho direito. Doem bastante e segregam pus esverdeado.

Mau hálito.
Desejo de leite frio.
Intumescimento crónico das amígdalas.
Emagrece não obstante coma bem.
Diarreia imperiosa pelas cinco horas da manhã. Evacuações aquosas, fétidas, escuras, expulsas em jacto.

O paciente tem uma grande sensibilidade ao frio. Basta-lhe inspirar ar frio para se constipar.
Corizas de repetição com espirros, dores de dentes e ouvidos.
Rouquidão.
Tosse irritante, em especial à noite, com dores que irradiam aos braços.
Precisa de respirar ar fresco.
Pneumonia. Broncopneumonia infantil.

Palpitações de manhãzinha.

Tem dificuldade em urinar, devendo fazer um esforço durante a evacuação para o conseguir. A urina sai turva, cheirando a feijões cozidos. Cistite crónica.

Regras muito adiantadas, abundantes, longas, a cada vinte dias.

Dores nas vértebras lombares que se irradiam às pernas e agravam pela pressão.
Tem a sensação de que as roupas estão húmidas nas costas.

Pequenos pontos bronzeados na pele.
Transpira facilmente.


AGRAVAÇÃO: pelo exercício; de manhã; ao cair da noite; na cama no princípio do sono; às três horas da manhã – suores e diarreia –; no tempo húmido e frio; num quarto fechado.

MELHORA: ao ar livre; pelo repouso.



José Maria Alves 


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